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Show com data para acabar
Não perca mais tempo: até o fim do mês, baleias jubartes podem ser avistadas na região
Adriana Moreira
Entre os meses de maio e novembro, visitantes de peso chegam à parte do litoral baiano conhecida como Costa das Baleias. Distante 110 quilômetros do Parque Nacional de Abrolhos, Prado também está na rota das jubartes. Quem se hospeda na cidade parte do Rio Jucurçu, de barco, para procurar os animais. De brinde, ainda tem o gostinho de observar a área de mangue da região.
“A gente não fala que é 100% de certeza de ver baleia porque não pode, mas quando o barco parte a gente já sabe que vai ver. Elas sempre estão no caminho”, conta o guia Luiz Alberto Lemos, o Bila. Mesmo cientes de que não há garantia, a expectativa dos visitantes é grande. Parece demorar uma eternidade até o grupo avistar os primeiros sinais das jubartes. Até que o barqueiro, experiente, avisa: “Ah, tem um grupo ali.”
E só depois disso é possível identificar os jatos d’água dessas turistas que saem da Antártida para se reproduzir ou ter seus filhotes no mar morno da Bahia. Algumas são ousadas e chegam bem perto do barco. Outras, exibidas, realizam saltos espetaculares. Nada menos que uma muralha de 13 metros de altura e 40 toneladas espalhando água para todos os lados. Já imaginou?
Os filhotes, curiosos, sempre querem se aproximar. Mas as zelosas mamães fazem de tudo para afastá-los das embarcações. Com uma ajudinha da sorte, é possível até ver bandos de golfinhos acompanhando algumas das gigantes. E ainda ouvir os sons emitidos por ambos os animais. Pura emoção.
Os passeios custam, em média, R$ 80 por pessoa e podem ser agendados nos hotéis e nas pousadas. Nunca é demais aconselhar: um remedinho para enjoo antes de embarcar pode fazer toda a diferença para quem tem estômago sensível. Como os barcos que levam para observar baleias são pequenos, estão bastante sujeitos aos caprichos do mar.
Recifes
No caminho é possível parar nos recifes de Guaratibas e Timbebas para fazer snorkeling. No primeiro, o barco sai com a maré alta. Quando chega ao local, já com as águas baixando, para em um banco de areia enquanto os turistas aproveitam as piscinas naturais - acessíveis até a quem não sabe nadar. E só sai quando a maré encher outra vez. Dali, tem-se uma bela vista do Monte Pascoal (sim, aquele mesmo de Pedro Álvares Cabral).
Timbebas, por sua vez, já faz parte do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. O local é ótimo para a prática de mergulho, repleto de colunas de corais e peixes coloridos. Fica a dica: vá nas luas cheia ou nova, quando a amplitude da maré é maior.
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