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Quinta-feira, 2 julho de 2009   edições anteriores
TURISMO
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  Dias de sol e história nos recantos da Costa Cálida

Calor escaldante atrai turistas para as ruínas e o animado calçadão da portuária Cartagena

Natália Zonta

Os espanhóis garantem que lá o sol aparece 315 dias por ano. E os britânicos fazem questão de aproveitar a cada verão as temperaturas escaldantes da Costa Cálida: os turistas vindos da terra da rainha ocupam grande parte das casas de veraneio da região. Para descobrir onde está o burburinho, basta segui-los.

A Costa Cálida tem 250 quilômetros de praias entre Carolina, em Águila, e El Mojón, na divisa com Alicante. Um percurso repleto de cidadezinhas ajeitadas - tanto que se torna difícil escolher em qual delas parar. Se tiver tempo para dedicar vários dias à região, tanto melhor. Mas se a folga não for assim tão extensa e a sua ideia for mesclar banhos de mar com visitas a museus e sítios históricos, Cartagena é o lugar.

A bela cidade portuária tem cenários familiares para os brasileiros, como o Paseo de Alfonso XII, espécie de calçadão repleto de bares e restaurantes. Na marina, barcos fazem passeios pela costa e levam os turistas a praias quase desertas, verdadeiros recantos do Mediterrâneo.

Romano

Em terra há muito mais para ver. O centro histórico tem prédios modernistas e praças pontuadas por palmeiras gigantes e rosas bojudas. Pela Calle Mayor, a via principal, um comércio vibrante garante horas de diversão entre vitrines. É nessa região que está a grande atração da cidade, o Museo Teatro Romano.

Foi durante a reforma num casarão histórico que um arquiteto encontrou os primeiros indícios da existência desse local, em 1988. As escavações revelaram ruínas e rochas, pedaços do que um dia foi um teatro romano.

Depois de muito estudo - e da desocupação dos imóveis ao redor -, a arena gigante voltou a ver o sol de Cartagena. Com ela, apareceu também uma igreja bizantina, cuja torre resistiu ao tempo.

Para preservar as ruínas, o espaço virou museu. A estrutura local é fascinante e explica bem como funcionava a cidade romana erguida ali no século 1.º d.C.. Há vestígios de residências nobres e até de um mercado.

Do fundo do mar

Uma caminhada pelo Paseo de Alfonso XII leva a outro museu interessante e representativo da história local, o Nacional de Arqueología Subacuática.

O tema pode parecer específico, mas vale a pena. A começar pelo prédio de estrutura moderníssima, feita de aço e vidro, obra do premiado Guillermo Vázquez-Consuegra. O projeto foi tão elogiado que ganhou exposição no museu MoMa de Nova York, nos Estados Unidos.

No acervo, vestígios de antigas civilizações encontrados no mar. Aliás, é possível ver como funciona o processo de restauração e réplicas de peças seculares. Atente também para os espaços interativos, perfeitos para as crianças.



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