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Dá para se desconectar da rede?
Declarações do de Helio Costa e do presidente do Google sugerem que as pessoas vivam mais offline
Bruno Galo
A internet é um instrumento. O uso que fazemos dela é que a torna importante. Seja para se informar, se comunicar, se divertir - ou fazer qualquer outra coisa que “der na telha” -, a web tem se provado uma ferramenta, não apenas relevante e atraente, mas absolutamente indispensável.
Foi exatamente isso o que o Link ouviu dos entrevistados desta edição. Em suma e por diferentes razões, eles apontaram a web como “parte fundamental da minha vida”.
Essas palavras do escritor Laurentino Gomes, autor do best-seller 1808, resumem a opinião de todos e cristalizam o momento que vivemos hoje: nossa vida tem ligação direta com a internet, assim como a energia elétrica é vital.
Na segunda-feira (18), o presidente do Google, Eric Schmidt, surpreendeu ao sugerir, em discurso para estudantes da Universidade da Pensilvânia, que eles deveriam desligar seus computadores. “Está na hora de vocês descobrirem tudo o que é humano ao nosso redor”, ponderou. E a tecnologia, não é humana?
Para entender melhor o que Schmidt quis dizer fomos conversar com o presidente do Google na América Latina, Alexandre Hohagen. De qualquer forma, é possível identificar no discurso de Schmidt a ideia de que seria saudável manter uma espécie de equilíbrio entre a vida online e offline, ainda que essa separação faça cada vez menos sentido.
No dia seguinte, foi a vez do ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmar, n a abertura do 25° Congresso Brasileiro de Radiodifusão, da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), que “a gente tem que criar alguma coisa diferente para esta juventude, que está deixando de ver televisão (e ouvir rádio) e só fica dependurada na internet. Essa juventude tem que voltar a ouvir rádio, tem que voltar a ver TV”.
A afirmação do ministro, apontada como anacrônica, foi alvo de críticas. Mas ler a declaração completa, disponível em tinyurl.com/helioc, revela que ela não foi tão absurda assim. Diga-se de passagem, ela é bem diferente da reproduzida por boa parte da mídia.
Por outro lado, os jovens, mas não só eles, estranharam a última frase do ministro. Afinal, ver TV e ouvir rádio é algo possível - e não é de hoje - de se fazer na internet.
O Link procurou Costa para falar sobre a polêmica e encontrou um ministro disposto a desfazer o mau entendido.
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