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Vida conectada
Às vésperas de conquistar celulares, TV e até o território da política, a internet infiltrou-se de tal forma na rotina que é difícil imaginar um dia sem ela - ou será que a rede tornou-se tão onipresente que não dá mais para viver offline?
Alexandre Matias
“Quer sair da internet?” Todo mundo já ouviu essa pergunta feita de várias formas, mas recentes declarações de Eric Schmidt, do Google, e de Hélio Costa, ministro das Comunicações, deram a entender é preciso desconectar-se para aproveitar melhor a vida offline. Mas dá para sair da internet?
Não, não dá. Não é nem uma questão de opção - a malha de dados já entrou em nosso dia-a-dia de tal forma que é impossível se desligar dela. Mesmo longe do computador estamos online: seja nos rastros de dados digitais que deixamos ao navegar, seja ao usar quase qualquer um dos muitos serviços relacionados à nossa vida que melhoraram graças à rede.
E, se a internet já migrou para os celulares e está em vias de fundir-se com a TV, fica claro que a sua onipresença é mais do que avassaladora. É inevitável.
Veja a pequena Liz, que estampa nossa capa pela segunda vez: em sua primeira aparição no Link, ela estava na barriga da mãe, Bruna Vieira, que conheceu o marido, Vinícius Fiorentino, via Orkut. Não estamos mais falando de uma geração nascida depois da popularização da rede, e sim de uma safra que nasceu dela. Sem exagero: sem a internet, Liz não existiria.
E mesmo com toda essa importância, ainda tratamos a internet como algo alheio a nós. Mas como a escrita, a imprensa, a ferrovia, o rádio e o telefone, já é impossível viver sem ela.
Nesta edição, reunimos números, pessoas e dados para mostrar que a realidade digital deixou de ser exceção e tornou-se regra. É assim que apresentamos também o novo site do Link, atualizado diariamente desde o início desta semana, a primeira das muitas novidades do caderno antes de seu quinto aniversário, em outubro.
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