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Sexta-feira, 3 julho de 2009   edições anteriores
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  Tudo azul da cor do mar

Revitalização urbana, qualidade de vida e novos investimentos agitam o mercado imobiliário

MARÍLIA ALMEIDA, marilia.almeida@grupoestado.com.br

Com projetos de revitalização da sua área portuária, de recuperação do Centro Histórico e reurbanização da orla, além, é claro, do trabalho de saneamento das praias, Santos, no Litoral Sul do Estado, recebe novos moradores, cresce e se valoriza, mantendo seu atrativo de ‘ilha’ de qualidade de vida a menos de uma hora da Capital. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade teve o melhor desempenho do Estado em queda dos índices de pobreza e de desigualdade.

Mas não se iluda: a maioria das promessas de crescimento da cidade mira o médio e longo prazo e pode começar, efetivamente, em apenas três anos. Mas já é fato que a ampliação do escritório da Petrobrás na cidade, que terá mais seis mil funcionários alocados em três torres em uma área de 25 mil m² comprada da Prefeitura, é fator importante para o crescimento da cidade.

Sua localização ajuda para tal. As torres serão construídas em frente à área que é foco de obras públicas: o Centro Histórico. Em processo de revitalização há quase uma década, a região ainda abriga cortiços e prédios degradados, mas já prevê estabelecimentos culturais, como o Museu Pelé. Na mesma região, o plano de ocupação do Porto Valongo Santos. Oito armazéns degradados podem ser ocupados por escritórios de profissionais liberais, restaurantes, agências de turismo e endereços culturais, além de infraestrutura para pequenas embarcações, o que transformaria uma região hoje utilizada por cargueiros.

De acordo com o Secretário Municipal de Assuntos Portuários e Marítimos, Sérgio Aquino, a Prefeitura finaliza detalhes da publicação do edital de licitação, que deve ser acompanhado por estudos de viabilidade do projeto. “As obras serão executadas pela iniciativa privada, e a licitação deve sair no segundo semestre do ano que vem.”

Esse potencial tem reflexos no crescimento do mercado imobiliário local. De acordo com a Inteligência de Mercado da imobiliária Lopes, em 2007, o número de unidades lançadas cresceu 310% com relação ao ano anterior, aproveitando o bom momento do setor. Foram 3.554 unidades lançadas no ano, com metragem média de 126 m² e preço médio de R$ 3.457 o m². No ano passado, entre janeiro e agosto, o preço subiu para R$ 3.902 o m². Porém, o número de unidades lançadas diminuiu para 1.337.

O diretor regional do Secovi Domingos Nini de Oliveira pondera que o que fará crescer o mercado na região é a política habitacional do governo federal, além da disponibilização do crédito. “Mas as obras também impulsionam”, diz. Ele lembra que lançamentos recentes se concentraram na Ponta da Praia, onde ainda havia terrenos maiores, bem como José Menino, em áreas de antigos clubes. “Agora, a tendência é que caminhe para a zona noroeste, perto da rodovia”, completa Oliveira.



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