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Sábado, 11 agosto de 2007   edições anteriores
CONSTRUÇÃO
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  Instalação exige cuidado extra

A instalação de sistemas alternativos para captação de água da chuva e para o reaproveitamento daquela que escoa pelo ralo do chuveiro requer cuidado redobrado. O alerta quem faz é o coordenador do programa de uso racional da água da Sabesp, Ricardo Chahin, para quem a água de reúso deve ser utilizada apenas do lado de fora de casa.

“O reúso doméstico de água é um questão um tanto quanto delicada. A gente fica preocupado com a possibilidade de a água da chuva que lavou o telhado e que tirou sujeira e fezes de pombo se misturar com aquela que a Sabesp fornece”, salienta. Ele teme o risco de uma eventual conexão cruzada entre os ramais por onde circulam água potável e de reúso.

Segundo Chahin, o uso da ‘água cinza’ deve ficar restrito a fins “não nobres”, como regar jardins e lavar quintal, carro e garagem. Além disso, aconselha, todas as torneiras e registros por onde saem a água a ser reutilizada. “Recomendamos que se use torneiras blindadas, com cadeados ou avisos para evitar que alguém beba aquela água”, diz.

Outro fato relevante, aponta o coordenador, é a quantidade a mais de água que deverá circular pelas galerias com a instalação de um sistema de reúso. “A Sabesp tem de estimar o quanto de água a mais está sendo lançado na rede para saber se ela irá comportar”, explica Chahin.

Por conta disso, a companhia de saneamento deve orientar e estar ciente da implementação do projeto na residência. Caso seja necessário fazer alguma intervenção na rede doméstica, o gasto será repassado ao consumidor. Segundo ele, está em fase final de elaboração um conjunto de normas da ABNT que deve regulamentar os sistemas de captação de água da chuva em todo o país.

Com relação ao reaproveitamento da água do chuveiro nos vasos sanitários, o coordenador alerta que o risco de haver um possível entroncamento de ramais é ainda maior. “Existe o risco de, em uma manutenção, o técnico ligar a tubulação do vaso sanitário com aquela ducha higiênica.”

Segundo ele, além da filtragem e do tratamento, já que a água que escoa pelo ralo também pode conter urina e até vômito, deve-se atentar para a sua distribuição. “Os projetos são aparentemente simples e que trazem economia. Mas o prejuízo que qualquer falha pode acarretar é muito maior.”



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