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Sábado, 24 junho de 2006   edições anteriores
JORNAL DO CARRO
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  Dicas para vender o carro

Especialistas ensinam como fazer o melhor negócio com segurança

MARIANA FARACO, mariana.faraco@grupoestado.com.br

Vez ou outra é preciso mudar de lado no balcão. Na prática, somos todos experientes consumidores. Mas quando chega a vez de vender... poucos têm o dom de se desfazer de seus bens como um bom negociante. Com carros, o processo é mais delicado. Por isso, relacionamos algumas dicas para você ter sucesso caso queira vender o seu.

Antes de mais nada é preciso saber se o modelo atravessa um período favorável no mercado. "Às vezes pode ser melhor esperar um pouco", acredita Marcelo Pauletto, vendedor da Santa Paula Veículos, loja da Penha. "Pesquise se o carro tem boa aceitação", sugere.

E o estado geral do carro? Já que vai vender, vale a pena gastar com pequenos reparos? "Os defeitos fazem com que você perca o poder de negociação", alerta Valdir Eduardo Martins, dono da WW, multimarcas da Vila Maria.

Especialista em comprar, ele diz que é importante que lataria e pára-choques estejam em bom estado, assim como motor, pneus e interior. "O comprador repara até no estado dos tapetes e se o carro cheira a cigarro. A impressão que se tem é: se o veículo não é cuidado por fora, imagine a mecânica", ressalta.

O representante comercial Valdecir Milioni prefere não dar motivos para os compradores depreciarem seus carros na hora da revenda. "Às vezes a desvalorização é maior do que o preço do conserto", acredita ele, que troca de carro a cada oito meses. Milioni costuma dar seu usado como entrada e procura fazer toda a negociação em uma loja só, tentando sempre obter um desconto no novo carro. E aconselha: "É sempre melhor colocar o carro à venda no fim do mês, quando o mercado se aquece."

Em geral, para poder ter lucro, as lojas tendem a depreciar os usados - essa redução pode variar de 10% a 30%, conforme o modelo - para revender por um preço um pouco acima. Já as concessionárias costumam valorizar mais os modelos de sua bandeira.

"Se um Peugeot vale R$ 20 mil, por exemplo, pagamos esse preço. Numa revenda de outra marca, pagarão R$ 19 mil, e vice-versa", diz o gerente da Peugeot Paris Pacaembu, Paulo Rogério.

De acordo com Olivier Girard, da Trevisan Consultores, anunciar nos classificados é bem vantajoso. "Atrai não só compradores particulares, mas também lojistas", diz (confira as dicas do consultor no quadro da página ao lado).

Há pouco tempo, o advogado Roberto Cleto vendeu seu Meriva para um particular. Ficou satisfeito, mas cercou-se de cuidados. "Fiz contrato de compra e venda especificando as responsabilidades de cada um. Foi reconhecida firma do nome dele. Depois que a gerente do banco avisou que o dinheiro estava na minha conta, aí sim ele veio buscou o carro."



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