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Objetos que guardam boas histórias
Estreia hoje o primeiro programa produzido no Brasil pelo canal The History Channel
Felipe Branco Cruz, felipe.cruz@grupoestado.com.br
Em vez de uma foice, um jardineiro usa uma velha espada para capinar a grama de uma casa na ilha de Paquetá, no meio da baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Ele desconfia, mas não tem certeza, de que a arma, toda enferrujada, foi usada na Guerra do Paraguai (1864-1870). Primeira série produzida totalmente no Brasil pelo canal por assinatura The History Channel, a Detetives da História, que estreia hoje, às 21h, usará objetos como essa espada para contar a História do Brasil, ao mesmo tempo em que investiga se procede, ou não, os boatos em torno de cada objeto mostrado.
Apresentado pelos atores Renata Imbriani e André Lopes, que encarnam os detetives, o programa terá inicialmente seis episódios, com dois casos por capítulo. No primeiro, além da espada, eles tentam descobrir, a partir de um livro antigo, se o engenheiro que projetou o Cristo Redentor é mesmo um francês ou se a autoria foi de um brasileiro. “Nenhum programa é gravado dentro do estúdio. Tudo é feito na rua. Vamos a campo investigar mesmo”, diz Renata. André completa: “Além da história dos objetos, descobrimos coisas fantásticas sobre as pessoas que são donas dessas peças”.
A série também investigará documentos antigos encontrados no sul do país e que mostram que a invenção do rádio é de um padre brasileiro e não do italiano Guglielmo Marconi. Há espaço, ainda, para falar sobre o conflito no cangaço, abordado a partir dos óculos que poderiam ter pertencido a Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Belisário Franca, um dos produtores, garante: além das 12 histórias iniciais, eles já têm catalogados, pelo menos, outros 60 objetos que poderão ser usados em novos episódios. “O Brasil tem muita história para contar”, diz.
DIVIRTA-SE Detetives da História Estreia hoje, às 21h, no The History Channel. O primeiro episódio falará sobre uma espada que poderia ter sido usada na Guerra do Paraguai e investigará a autoria da estátua do Cristo Redentor, no Rio.
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