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Terça-feira, 27 abril de 2010   edições anteriores
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  Sexo controla pressão alta

Recomendação é do ministro da Saúde. 26% dos paulistanos têm hipertensão

Lais Cattassini, lais.cattassini@grupoestado.com.br

Praticar sexo é uma maneira de controlar a pressão arterial. A hipertensão, doença que acomete cerca de 26% dos paulistanos, segundo o Ministério da Saúde,também pode ser evitada com a prática regular de outros exercícios físicos. Além de queimar calorias e estimular o coração, o sexo alivia o estresse e diminui a ansiedade.

A dica veio do próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que falou ontem, dia nacional do combate à hipertensão, sobre a pressão alta. “Dancem, façam sexo, mantenham o peso, mudem o padrão alimentar e, principalmente, meçam a sua pressão arterial com frequência”, disse.

O combate à hipertensão é feito com a mudança de hábitos. Manter uma alimentação saudável, cortar cigarro, bebidas alcoólicas e controlar o peso são ações que, associadas à prática de exercícios, ajudam a manter a pressão em 12 por 8, índice considerado normal.

O sexo, apesar de ser um exercício físico, não deve ser substituto de outras atividades. “O sexo, com certeza, é benéfico, pois além de queimar calorias, evita também o estresse. Mas a atividade sexual é rápida e o recomendado é que sejam pelo menos 30 minutos diários de atividade física todos os dias”, afirma o cardiologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Silvio Reggi.

Para a coordenadora nacional de hipertensão e diabetes, Rosa Maria Sampaio, o sexo funciona como uma maneira de relaxar. “É uma excelente forma de controlar a pressão.” Segundo ela, a hipertensão é reflexo de uma vida sedentária. “É a rotina moderna que provoca a pressão alta. As pessoas não fazem exercícios, são sedentárias e possuem uma alimentação inadequada”, afirma.

A pesquisa do Ministério da Saúde aponta que o número de pessoas hipertensas aumentou nos últimos três anos. Em 2006, 21,4% da população de São Paulo sofria de pressão alta. Já no ano passado o número saltou para 26,5%. Em todo o Brasil a população de hipertensos é de 24,4%. Entre pessoas acima de 64 anos a doença atinge cerca de 64% dos pacientes.

Para Rosa Maria o aumento significa que mais brasileiros estão se informando sobre a doença e procurando tratamento. “É possível que o número de hipertensos seja muito maior. Mas nem todos que têm pressão alta sabem disso”, explica.

O consultor em tecnologia Luiz Roberto Fragues, de 41 anos, foi diagnosticado com hipertensão há 10 meses. Filho de pais hipertensos, ele passou a praticar exercícios regularmente e a controlar a alimentação. “Consegui controlar. Não é difícil mudar os hábitos”, afirma.Para a publicitária Elazir Vicente Azevedo, de 69 anos, o diagnóstico, feito há 6 anos, significou cortar o sal dos alimentos. “Tive muita dificuldade, pois adoro sal. Também precisei abandonar os sanduíches.” A dieta para combater a pressão alta, além de pobre em sal, deve ser rica em potássio, cálcio e magnésio (leia mais ao lado).

O cardiologista e nefrologista do Hospital do Coração, Celso Amodeo, explica que o importante é equilibrar todos os aspectos da vida. “É preciso dar a mesma atenção para o trabalho, a família e os amigos, não só para controlar a hipertensão, mas para vários fatores. A vida moderna facilita o aparecimento de doenças”, afirma.



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