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Segunda-feira, 19 abril de 2010   edições anteriores
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  Humor à moda da MTV

JT acompanha gravação do programa ‘Comédia MTV’. Às vezes, nem os humoristas contêm o riso

MARCO BEZZI, marco.bezzi@grupoestado.com.br

O humor está em alta. Canais de TV disputam comediantes, comerciais usam e abusam de piadinhas, esquetes humorísticos dominam os horários nobres. A MTV é uma das que mais dá suporte ao gênero. No ano passado, exportou nomes como Marcos Mion, João Gordo e a trupe Hermes & Renato para a Record. Para cobrir a lacuna deixada, apostou em novos nomes como Paulinho Serra, Ronald Rios e Tatá Werneck. Mais do que isso, juntou todos os novos e velhos humoristas do canal e os reuniu em um programa só, o Comédia MTV.

O JT esteve na última quarta-feira na gravação do programa nos estúdios do canal. Capitaneado por Marcelo Adnet, o show é a oportunidade de Dani Calabresa, Bento Ribeiro, Fabio Rabin, Rafael Queiroga e Guilherme Santana - além da equipe do Deznescessários Paulinho Serra, Talita Werneck e Rodrigo Capella -, mostrarem seus dotes em esquetes curtos.

Depois de ensaiar sem plateia por mais de três horas, Adnet, cansado da noite mal dormida, deita no sofá da sala de espera anterior ao estúdio para falar com a reportagem. “Posso te garantir que o Comédia MTV é um programa único na TV brasileira. Não tem pontos em comum com Pânico, CQC, Legendários, nem Zorra Total. Não temos bancada, mulheres seminuas nem esquetes longos. Não estou falando que é bom, só que é diferente”, adverte Adnet.

O programa tem em Rafael Queiroga seu principal roteirista. Nas reuniões de pauta, todos podem dar sugestões ou mandar ideias por e-mail. “Fiquei com a incumbência de liderar a equipe e acho isso necessário”, conta Adnet. “Mas tudo é bem democrático. Se eu não gosto de um quadro, mas a maioria gosta, ele passa.” Bento Ribeiro, ex-galã da Globo da novela A Favorita, diz que o programa é um bom lugar para testar. “Essa geração toda cresceu à base de TV a cabo, com shows como Seinfeld e Friends. Usamos do sarcasmo, conseguimos nós mesmo sermos o centro da piada.”

No esquete que gravou naquela tarde, Bento satirizou sua participação em apenas um folhetim na Globo. Depois respondeu perguntas da plateia que insistia em ligá-lo à novela Mutantes, da Record.

Paulinho Serra, um dos mais experientes do grupo, diz que a maior dificuldade é controlar a tempestade de ideias que pintam em cada gravação. “Agora que estamos no sexto programa, conseguimos balancear melhor”. Serra, que trabalha desde os 15 anos - hoje tem 32 - diz que há uma nova safra muito boa. “O problema é que o sucesso subiu à cabeça de muita gente. Tem neguinho que acha que falando no Twitter está falando com o Brasil inteiro. A maioria do Brasil não sabe o que é o Twitter, isso é uma ilusão.” Serra volta a abrir o sorriso quando fala de Tatá Werneck, sua companheira de Deznecessários. “Ela me mata de rir, é muito engraçada.”

No set, Tatá e Dani Calabresa se preparam para fazer o quadro em que parodiam o Superpop de Luciana Gimenez. Mais agitada que as duas está a diretora Lilian Amarante, responsável por direcionar tanta energia concentrada. “Concentração, gente. Vamos fazer direito dessa vez”.

Dani, namorada de Adnet na vida real, faz uma Gimenez impagável. No esquete ainda atuam Fabio Rabin e Rodrigo Capella. Antes, é Adnet quem rouba a cena imitando José Wilker. Ele contracena com Marina Person em um quadro em que parodiam o Oscar. Diretor, plateia e colegas não contêm a risada. O programa vai ao ar na quarta-feira, às 22h30. E Adnet mostra mais uma vez quem manda no atual humor da TV brasileira.



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