estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Terça-feira, 6 abril de 2010   edições anteriores
CIDADE
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Desfile de acessibilidade em SP

No primeiro dia de Fashion Downtown, organizadores abrem espaço a deficientes

ANA BIZZOTTO, ana.bizzotto@grupoestado.com.br

A imagem de modelos altas e magérrimas nas passarelas não foi a única que circulou ontem pela passarela instalada na Praça do Patriarca, no Centro de São Paulo. No primeiro dos cinco dias de desfiles, o Fashion Downtown abriu espaço para a participação de deficientes físicos e mentais.

“É uma bandeira que estamos colocando para mostrar que a moda é de todos. A participação desses modelos é uma maneira de incentivar os lojistas a adequarem seus estabelecimentos”, afirma o organizador do evento, Tony Silveira. “Só em São Paulo há 1,5 milhão de deficientes que consumem e gostam de moda”, diz Silveira. “É uma forma de mostrar ao público que as limitações não impedem os deficientes de exercer variadas atividades”, afirma o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Marcos Belizário.

Com roupas customizadas por pacientes e funcionários do Centro Atenção Psicossocial (Caps) Itapeva, que também atuaram como modelos, a grife Dasdoida foi a primeira a desfilar. Descontraído, o grupo ocupou a passarela com o tema “Fantasmas” e a proposta de incentivar os expectadores a soltar suas loucuras.

Entre as modelos que desfilaram para a loja Vista Vida e a marca Cavalera estava a cadeirante Caroline Marques, de 28 anos. Desde criança ela sonhava com a passarela, mas ao sofrer um acidente de carro aos nove anos, pensou em desistir. “Até que uma amiga me indicou uma agência só de modelos deficientes”, conta Caroline, na profissão há três anos.

Após trabalhar em um centro de reabilitação, a fotógrafa Kica de Castro abriu em 2007 a agência onde trabalham Caroline e outros 73 modelos, atores e atrizes com todo tipo de deficiência física, distribuídos pelo País.“Ao ver modelos bonitos com limitações, o público se identifica porque são pessoas mais próximas da realidade”, avalia Kica.

A pesquisadora de Modelagem Ergonômica Fátima Grave, professora do Centro Universitário Belas Artes, concorda que falta atenção para esse público.



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.