estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Domingo, 4 abril de 2010   edições anteriores
VARIEDADES
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Hip-hop é coisa de menina

Ana Carolina Rodrigues

No centro de São Paulo, quatro mulheres descem do salto e sobem nas picapes para se aventurarem no machista universo do hip-hop numa aula para DJs. Voltada apenas para moças, o curso mostra que picape também é coisa para as meninas. Por Juliana Faddul

“O principal do DJ é trocar a música sem que ninguém perceba e todos continuem dançando”, explica a professora e DJ Vivian Marques, enquanto risca o vinil ‘Oldest Bastard’ com suas unhas azuis-celeste. E assim inicia a aula intitulada ‘Hip Hop de Salto’, na qual mulheres aprendem a discotecar o gênero musical.


Numa sala bastante abafada, no andar de cima de uma descolada galeria no centro da cidade, nada
de livros ou cadernos. Apenas
uma lousa, duas picapes, algumas apostilas e inúmeros discos de vinil.

A primeira aula é bastante teórica, para que as meninas possam “aprender a contar música”, explica a professora Vivian. Mas a curiosidade é tanta que as
moças acabam indo se arriscar nas picapes. E não fazem feio. Principalmente a caçula da turma, Cindy Menezes, de apenas 14 anos, que foi a primeira a ‘contar uma música’ no toca-disco.
A gíria, utilizada pela professora, explica o método que DJs utilizam para contar o tempo no qual possam mixar uma música em cima de outra.


Para interagir com as alunas, Vivian pergunta que som elas mais curtem. Os gêneros variam de reggae a drum’n bass (uma das vertentes da música eletrônica).
A DJ também explicou todos os elementos que compõem a picape
e como montá-la e desmontá-la.


No final da aula, a discussão foi como elas ficaram sabendo que foram aceitas para frequentar o curso de DJ. Para cursar a aula, que é gratuita e financiada por uma instituição estrangeira, houve mais de 300 inscrições para as cinco concorridas vagas.
As moças de renda menor ou desempregadas tinham prioridade.

Quem passou o pente fino na seletiva foi a coordenadora do curso, Lisa Bueno, que além de DJ, atuou também como ‘detetive’. “Liguei na casa de algumas pessoas para saber se a situação financeira delas condizia com o que estava na ficha”, explica. Contudo, mesmo com
a seletiva, uma das meninas não compareceu. Pena, visto que no final das aulas, que ocorrem uma vez por semana, haverá um “teste” com um conhecido DJ de hip-hop.
A garota que tocar melhor e tiver mais presença de palco terá a honra de discotecar numa festa.



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.