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Sexta-feira, 12 março de 2010   edições anteriores
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  O talismã de Mano na América

Dentinho já usou os números 24 e 31 desde que foi promovido das bases em 2007. Este ano, chegou a vestir a 10 em jogo isolado, contra o Mirassol, antes de o time definir a numeração fixa na Libertadores. Mas quando os inscritos foram enviados à Conmebol, o atacante ganhou a 17.

Ele não entendeu o motivo da mudança. Ficou até chateado porque imaginou que seria realmente reserva. Mano Menezes, no entanto, avisou que o atacante seria seu talismã na competição. E o gol de empate contra o Independiente, no fim do jogo em Bogotá, mostrou que o técnico estava certo em sua previsão.

“Ele não é o 17 à toa. É um número especial para mim. No acesso com o Grêmio para a Série A, em 2005, o Anderson (hoje no Manchester United) fez o gol e também era 17. No Corinthians, o Herrera fez um monte de gols jogando com essa camisa e virou ídolo. Então, reservei o número para alguém que acho que pode resolver”, contou.

Com cinco gols, o garoto de 21 anos é o artilheiro da temporada mesmo sem ter sido titular na maioria das 16 partidas realizadas. Decidiu as últimas duas, contra São Caetano, fazendo o gol da vitória por 1 a 0, e em Bogotá, quarta, evitando a derrota.

“Tive um momento ruim, todos viram. Mas estava com dor no tornozelo e falaram que era por problema com empresários. O torcedor tem de saber que sou meu próprio empresário, então sou o mais interessado em jogar bem”, esclarece o jogador.

Dentinho ficou sem agente na metade do ano passado, quando acabou seu contrato com Cláudio Guadagno - no momento de sua melhor fase e pouco antes da janela de transferências de agosto, quando esteve cotado para deixar o Corinthians.

Sem empresário, não foi vendido, o que frustrou também a diretoria, que planejava ganhar dinheiro com ele e sanar parte da dívida de mais de R$ 100 milhões. Após flertar com Carlos Leite, o mesmo de Mano, Dentinho continua sem empresário. “Quem trata disso sou eu. E recebo ótimos conselhos do presidente Andres”, diz.

Quando ouve o treinador dizer que é titular, Dentinho sorri, mas desconfia. “Quero começar em todos os jogos. Sei que existe revezamento, pelo desgaste, mas meu negócio é entrar.”

Domingo, contra o Santo André, o atacante deverá ser titular, até porque Mano pensa em poupar Ronaldo e Jorge Henrique para o jogo do meio da semana que vem, pela Libertadores.

Em baixa

Ao contrário de Dentinho, Tcheco parece perder espaço. Chamado por Mano, sua ausência no time em Bogotá causou surpresa. “Tcheco é um jogador para atuar ao lado de Elias, um pela esquerda, outro pela direita. Eles se revezam no apoio. Mas podem ficar tranquilos que ele também é um dos meus titulares”, desconversou o chefe.



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