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Quarta-feira, 10 março de 2010   edições anteriores
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  Políticos, tremei. 'CQC' vai focar eleições

Programa da Band volta ao ar com repórteres na cola dos candidatos, novos quadros e cenário

FELIPE BRANCO CRUZ, felipe.cruz@grupoestado.com.br

A terceira temporada do programa Custe o Que Custar (CQC), da Band, que estreia na próxima segunda-feira, às 22h15, com reprises aos sábados, às 21h, traz pelo menos duas “revelações” bombásticas: o senador Eduardo Suplicy é um péssimo garçom e a subprefeita da Lapa, Soninha, nunca se depilou com cera quente.

Os dois políticos são os primeiros participantes do novo quadro do programa, Trabalho Forçado, em que os repórteres Oscar Filho, Felipe Andreoli e Rafael Cortez irão levar personalidades para fazer trabalhos completamente diferentes dos seus. O senador Suplicy atrasou chopes, errou pedidos e irritou os clientes de um boteco na Vila Madalena. Já Soninha se enrolou toda ao tentar depilar uma cliente em uma clínica de estética, revelando que até então só havia se depilado com lâmina.

As novidades foram anunciadas à imprensa na segunda-feira, em entrevista coletiva no estúdio da Band, no Morumbi.

A trupe, no entanto, ficou constrangida quando foi sugerido que eles convidassem para o quadro o âncora do Jornal da Band, Boris Casoy, para ser gari por um dia. Boris ofendeu os garis ao vivo, ao deixar vazar o áudio de um de seus comentários, no dia 31 de dezembro do ano passado. “Boa ideia”, desconversou o apresentador Marcelo Tas.

Como 2010 é ano de eleições, o CQC vai colocar um “homem de preto” na cola de cada presidenciável. Monica Iozzi substituirá Gentili em Brasília. Na África do Sul, Felipe Andreoli e Rafael Cortez farão a cobertura da Copa do Mundo. Mas a primeira matéria internacional será no Chile. “Nossa pauta era acompanhar a eleição presidencial, mas como aconteceu o terremoto, vamos para cobrir o desastre. Desta vez, sem piadas”, disse Marco Luque.

Outros dois novos quadros também foram anunciados: Cidadão em Ação e Marco Luque Responde. No primeiro, Danilo Gentili testa até onde vai o grau de civilidade das pessoas. Um exemplo é o quadro em que um dos produtores do programa simula ser motorista de um veículo de transporte escolar. Ele para em um boteco para tomar cachaça. Ninguém o impede de sair dirigindo o carro e Gentili volta ao local para saber por quê.

Gentili também irá substituir Rafinha Bastos no Proteste Já. O colega, que continua no CQC, abriu mão do quadro porque está envolvido com o novo programa A Liga, que vai estrear em maio.

Já em Marco Luque Responde, o apresentador vai elucidar de forma debochada perguntas feitas pelo público, como “Por que as pirâmides do Egito foram construídas?”.

A bancada ganha quadros diferentes, ao lado do Top Five: um deles chamado As Piores Notícias da Semana. “É um olhar irônico e pitoresco dos assuntos que acabaram de acontecer”, resume Tas.

As mudanças de conteúdo virão acompanhadas de alterações técnicas. O cenário, que antes tinha tons escuros, vai ter o branco como cor predominante. “O cenário é claro, mas realça coisas que não se via no anterior”, diz Tas. Além disso, o programa será gravado em alta definição, inclusive as reportagens.



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