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'É uma ação eleitoreira, do PSDB'
ENTREVISTA João Vaccari Neto, tesoureiro do PT
Apontado pelo Ministério Público como responsável pelo desvio de recursos na Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, diz que houve “desequilíbrio financeiro” e nega que dinheiro da entidade tenha ido para campanhas do partido. Em entrevista ao JT, Vaccari alega que a denúncia é “ação eleitoreira do PSDB” e que “o que existe é briga entre sócios”.
Como reage à denúncia? Vocês insistem no erro. Não existe R$ 100 milhões de rombo.
Como explica a investigação? Temos um acordo judicial. Há diferença entre um gestor e um diretor. O Luizinho (Luiz Malheiro, ex-presidente da Bancoop) me colocou como gestor financeiro, mas eu não assinava nada.
Não assinava balanços? Nada. Só quando virei presidente, quando Luizinho morreu em acidente. Fizemos auditoria e os engenheiros disseram: ‘Tem problema nos preços. Com esse preço, vocês não constroem’.
Um erro orçamentário? Chamamos os cooperados e dissemos: ‘Amigos, com esse dinheiro dá para fazer duas torres, não três. Auditem’. Uns fizeram isso e estão tocando a vida. Outros não concordaram com o resultado.
Mas foi o irmão de Luiz Malheiro quem denunciou os pagamentos ao PT. O Hélio Malheiro é um picareta. E nós o demitimos por má prestação de serviço. Esse promotor quer sacanear comigo, porque sou petista, sou tesoureiro do PT. É uma ação eleitoreira, a mando do PSDB.
Quem está mandando? Acho que é o amiguinho deles, promotor. Ou o próprio presidente do PSDB, ou o (José) Serra.
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