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Laboratório tem fila para vacina
Pesquisa aponta que 84% gostaria de receber dose. Rede privada diz temer demanda
Luísa Alcalde e Marcela Espinosa
Pesquisa divulgada ontem pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, aponta que 84% das pessoas entrevistadas gostariam de tomar a vacina contra a gripe A. O levantamento, realizado entre os dias 20 e 24 de fevereiro com 1.300 pessoas de 352 cidades do País, apontou ainda que 71% afirmaram acreditar na imunização.
Os dados refletem a realidade. Desde anteontem, quando a vacinação do governo contra o vírus H1N1 foi iniciada, clínicas particulares recebem diariamente centenas de telefonemas de clientes querendo saber quando as doses estarão disponíveis na rede privada. Algumas já fazem até lista de espera.
“Por dia, em média, recebemos 250 chamados. Tem muita gente querendo se vacinar e aos filhos”, afirma Carlos Magalhães, administrador da Clínica Vacinar, no Brooklin, zona sul, que mantém convênio também com 1.500 empresas na capital. “Nossa previsão é que necessitaremos, no mínimo, de 250 mil doses este ano.” Ele acredita que se a procura for confirmada pode ser que os laboratórios que importaram a vacina não consigam suprir a demanda.
A reportagem do Jornal da Tarde ligou para outras quatro clínicas particulares. Todas disseram que a procura tem sido intensa. Os potenciais clientes são crianças maiores de dois anos, jovens de até 20 anos e adultos entre 40 e 60 anos, públicos não contemplados na campanha oficial.
A previsão das clínicas é de que as doses estejam disponíveis até a quarta semana de abril e custem entre R$ 90 e R$ 100. A vacina que deverá chegar ao mercado privado poderá ser bivalente ou trivalente, segundo Magalhães. Isso significa que cada dose poderá ter de duas a três cepas de vírus e protegerá contra o H1N1, além de um ou dois vírus de gripes sazonais, comuns no inverno.
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