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CET muda velocidade na marginal
Luiz Guilherme Gerbelli, luiz.gerbelli@grupoestado.com.br
A Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) decidiu reduzir a velocidade máxima permitida para ônibus e caminhões na pista expressa da Marginal do Tietê. A alteração valerá depois do término das obras de melhorias, previsto para o fim do mês. Atualmente, caminhões e ônibus podem desenvolver velocidade de até 90 km/h na pista expressa. O limite vai baixar para 70 km/h.
Para os veículos leves, nada mudará depois do fim das obras. Eles poderão continuar a andar a 90 km/h na pista expressa. Nas novas pistas centrais, o limite será de 70 km/h para todos os veículos, leves e pesados.
A CET justificou a redução no teto de velocidade por “segurança”, com o objetivo de diminuir acidentes. Caminhões e ônibus seguirão trafegando apenas na duas faixas da direita na pista expressa.
A alteração no limite de velocidade divide os especialistas. Para o arquiteto e urbanista Candido Malta Filho, a medida será inócua, já que os veículos não costumam desenvolver a velocidade máxima por causa dos constantes engarrafamentos na Marginal do Tietê. “Não entendi essa redução de velocidade. Os motoristas não conseguem chegar a 90 km/h. O congestionamento só diminui durante a madrugada”, diz. Segundo Malta, a pista expressa fica confinada entre o rio e a pista central, outro motivo que não justificaria a redução de velocidade.
Já o engenheiro Sérgio Ejzenberg acredita que a alteração foi adotada “tarde demais”. Ele segue o argumento da CET e também aposta numa queda de acidentes na marginal. “Não entendo o porquê reduziram só agora. Com certeza irá diminuirá a quantidade de colisões. Os veículos pesados não têm a mesma facilidade para frear”, afirma.
De acordo com Ejzenberg, seria um erro a companhia manter a velocidade de 90 km/h para caminhões na marginal. Ele compara a via com rodovias que possuem intensidade de movimento similares, mas que tem velocidade máxima de 80 km/h há muito tempo. “Eu sou a favor até de reduzir para 60 km/h. Algumas rodovias são tão movimentadas e sempre tiveram velocidade menor”, diz.
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