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Estado avalia 630 hospitais
Somente três dos 35 melhores colocados estão sob o comando da secretaria estadual
KARINA TOLEDO, karina.toledo@grupoestado.com.br
O ranking dos melhores hospitais públicos e filantrópicos de São Paulo, segundo avaliação dos usuários, foi divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde. Entre os 35 mais bem avaliados, somente três são gerenciados diretamente pelo Estado. Oito deles, inclusive os dois primeiros colocados, adotam o modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS), ou seja, são geridos por entidades privadas sem fins lucrativos.
O primeiro colocado no chamado Provão do SUS foi o Hospital Estadual de Ribeirão Preto. Em segundo lugar ficou o Instituto do Câncer de São Paulo. Assim como no ano passado, o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo não aparece na lista (veja quadro ao lado).
A pesquisa ouviu 158 mil pacientes que passaram por internações e exames em 630 estabelecimentos conveniados à rede pública entre março de 2009 e janeiro de 2010.
Sem dados
No entanto, a secretaria não divulgou o ranking completo nem todas as informações referentes à metodologia adotada durante o levantamento.
Segundo a assessoria de imprensa da pasta, a nota média foi de 8,65 e a menor nota registrada por um hospital foi de 7,3.
Avaliação
“É difícil saber a representatividade da pesquisa sem saber quantos deixaram de respondê-la. O que normalmente se percebe em termos de comportamento nesse tipo de pesquisa é que aquele que foi bem sucedido no tratamento tende a responder, mas quem está insatisfeito pensa duas vezes. Isso porque dizer que é o atendimento está ruim dá trabalho, tem que explicar o motivo e um dia ele pode precisar do hospital”, diz Oswaldo Tanaka, da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Para o professor da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Eduardo Elias, chama a atenção o fato de apenas três, de 40 hospitais administrados diretamente pelo Estado, figurarem na lista.
“Já 30% das OSS (8 de 25) estão bem avaliadas. Esse modelo tem mostrado mais resultado porque oferece mais flexibilidade na gestão hospitalar, tanto no que diz respeito a material quanto no quesito recursos humanos. Além disso, a maioria desses hospitais está buscando certificação de qualidade (uma espécie de ISO) o que proporciona a melhoria no funcionamento.”
Para Elias não surpreende o fato de o HC não ter sido bem avaliado. “Ele é tecnicamente muito bom, mas tem uma deficiência muito séria no trato com as pessoas.”
OS MELHORES
H. Estadual de Ribeirão Preto Inst. do Câncer de São Paulo Fund. Pio XII Barretos Hosp. de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais de Bauru Hosp. do Câncer A. C. Camargo Hosp. Evangélico de Sorocaba Hosp. Regional de Divinolândia Hosp. Amaral Carvalho Jaú Hosp. Regional de Assis Santa Casa de Ibitinga Hospital Estadual de Bauru Hosp. São Francisco de Assis Hospital Carlos Fernando Malzoni (em Matão) HC de Ribeirão Preto Fundação Adib Jatene Instituto do Coração (InCor) Santa Casa de Itápolis Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba Sociedade Operária Humanitária de Limeira Santa Casa de Marília H. Walter Ferrari (Jaguariúna) Hospital Estadual de Diadema HC de Botucatu Hospital Estadual de Sumaré Hospital São Vicente de São José do Rio Pardo Beneficência Portuguesa Hospital de Caridade de Vargem Grande do Sul Boldrini de Campinas Hospital Estadual Mario Covas (Santo André) Hospital Geral de Promissão Hosp. de Itapecerica da Serra Hosp. das Clínicas da Unicamp H. Padre Albino (Catanduva) H. Regional do Vale do Paraíba Santa Casa de Franca
LEVANTAMENTO 158 mil
pacientes foram ouvidos na pesquisa que avaliou 630 estabelecimentos de saúde que atendem pelo SUS no Estado de São Paulo
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