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Quinta-feira, 4 março de 2010   edições anteriores
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  Chafarizes estão abandonados

Fontes da 9 de Julho estão cheias de lodo e viraram abrigo para moradores de rua

MARIANA LENHARO, Especial para o JT

Os dois chafarizes que guardam a entrada do túnel Daher Elias Cutait, mais conhecido como túnel 9 de Julho, no centro, estão em péssimo estado de conservação.

As fontes, que começaram a funcionar pouco tempo depois que o então presidente Getúlio Vargas inaugurou a obra viária, em 1938, ficaram cheias de água lodosa depois das chuvas, além de estarem quase escondidas pela grama alta. Os muros manchados expõe infiltrações. Ao lado, estão acumuladas muitas caixas de papelão e lixo, levados pelos moradores de rua que usam o local como abrigo.

Segundo a Subprefeitura Sé, tanto a água parada quanto o lixo são retirados periodicamente do local. Ontem mesmo houve remoção de parte da sujeira. Existe ainda um projeto de revitalização da área, que aguarda parecer do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) para ser posto em prática, já que as fontes são tombadas pelo órgão. O projeto foi enviado ao Conpresp no primeiro semestre do ano passado.

Enquanto isso, os chafarizes continuam em processo de deterioração. As seis figuras míticas que, de cada lado da Avenida 9 de Julho, deveriam expelir água pela boca, estão cada vez mais camufladas em meio às manchas e os musgos nas paredes. “Sempre pego o ônibus aqui e nunca tinha notado essas fontes”, afirma Marília Silva, que ontem esperava a condução num ponto próximo.

Em 2006, foi feita uma grande reforma nos chafarizes bancada pela empresa Racional Engenharia, que estava dentro de um pacote de melhorias para o 452º aniversário da cidade.

Pouco tempo depois das obras, porém, as fontes já apresentavam problemas. Na época, a Guarda Civil Metropolitana (CGM) passou a vigiar o local 24 horas por dia para evitar que moradores de rua usassem a fonte para tomar banho, mas a vigilância também parou um tempo depois.



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