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Domingo, 21 fevereiro de 2010   edições anteriores
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  Mais um álbum da cantora valente

Mais conhecida por ter apresentado programa de esportes radicais, Dora Vergueiro lança 3º CD

FELIPE BRANCO CRUZ, felipe.cruz@grupoestado.com.br

Ela é jornalista, radialista, apresentadora, modelo e já foi capa da Playboy. Mas o que Dora Vergueiro se considera mesmo é cantora. Filha do compositor Carlinhos Vergueiro, ela conviveu durante a infância, no quintal de casa, com artistas como Chico Buarque, João Nogueira e Toquinho. Hoje, aos 33 anos, pela gravadora Biscoito Fino, ela lança seu terceiro disco, Samba Valente, com músicas compostas pelo pai e também pelo bandolinista Afonso Machado, mas quem escreveu as letras foi a própria Dora.

A música na vida de Dora, no entanto, dividiu espaço durante muito tempo com outros trabalhos. Por mais de dez anos, ela foi apresentadora de um programa de esportes radicais no canal por assinatura SporTV e viajou o Brasil e o mundo em busca de lugares para a prática dos esportes. Tanto é que, por conta de tantas ocupações, o espaço entre o segundo disco e este novo é de nove anos. “Nesse período, eu nunca parei de cantar”, garante.

Segundo a cantora, o terceiro álbum foi sendo trabalhado aos poucos e completamente sem compromisso, com o pai e Afonso fazendo as músicas e mandando para ela pensar nas letras. A parceria familiar começou naturalmente. “Estava em casa e ouvi meu pai tocando a música Sem Refrão. Achei linda. Ele me perguntou se eu não queria colocar a letra, e assim foi indo.”

Nessa troca, o trio compôs 20 músicas - 11 delas entraram no disco. O som sai como uma mistura de MPB e samba. Sua voz soa suave e afinada e o ritmo remete a novas cantoras de samba, como Roberta Sá.

Dora subiu ao palco pela primeira vez aos nove anos. Deve ser por isso que enfrentar a plateia, para ela, dá menos medo do que pular de bungee jump, modalidade esportiva que já praticou por diversas vezes. “Eu pulava de bungee jump porque era meu trabalho, mas morria de medo. Enfrentar a plateia, ao contrário, me dá prazer”, explica.

No SporTV, a cantora a apresentava o programa Rolé, no qual viajava em busca de aventuras e entrevistava as pessoas pelo caminho. Entre uma parada e outra para o banho de mar, ela tocava violão. “Quando comecei na televisão, eu não era apresentadora. Me chamaram porque sabiam que eu gostava de esportes radicais.” Já o dom de cantar, ela afirma ter herdado do pai. “Minha casa ficava cheia de compositores, sambistas.”



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