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Mocidade entra e emociona
Coração da escola, a bateria inovou: volume do som acompanhava o movimento dos ritmistas
CRISTIANE BOMFIM, cristiane.bomfim@grupoestado.com.br
Não teve quem não se emocionou com o desfile da Mocidade Alegre. A escola, que é “puro coração”, como define a presidente Solange Bichara, entrou na avenida após fazer uma homenagem ao fundador-mor Juarez Cruz. Ele faleceu no ano passado, uma semana após a agremiação ser campeã do carnaval paulista.
“Samba, garra, alegria, descontração. Vamos brincar, vamos sorrir. É isso que é o carnaval”, pediu, em discurso, Solange antes de atravessar a faixa amarela. E os 3.500 componentes não tiveram dificuldade para atender a solicitação. O coração da Mocidade é a bateria que mais uma vez surpreendeu e arrancou aplausos e gritos quase histéricos de uma plateia que não acreditava no que estava vendo. “Como é possível?”, questionava quem estava nas arquibancadas. Assim como um botão de volume de rádio, o som emitido pelos instrumentos era reduzido enquanto os 240 ritmistas inclinavam os corpos. Depois, retornava ao volume máximo quando os corpos voltavam à posição inicial. A ideia surgiu do acaso, conta o mestre de bateria, Marcos Rezende, mais conhecido como mestre Sombra.
Para apresentar o enredo Da criação do universo ao sonho eterno do criador. Eu sou espelho e me espelho em quem me criou, a escola abusou dos espelhos, do prata, do luxo e de alas que remetem à histórias infantis. Teve também a ala do sambateado - sapateado com samba - que dançava no ritmo da bateria.
A escola, a terceira a entrar na avenida, não teve problemas com carros alegóricos e percorreu o sambódromo sem correr. Fez o desfile em 62 minutos. Três a menos que o limite máximo.
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