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Terça-feira, 9 fevereiro de 2010   edições anteriores
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  Filho de Gilberto Gil traz sua banda para São Paulo

Banda Tono, com Bem Gil, se apresenta hoje no Pompeia com um mistura que tem de tudo um pouco

Maiara Camargo, maiara.camargo@grupoestado.com.br

Com fãs como Caetano Veloso, a banda carioca Tono se apresenta hoje pela primeira vez em São Paulo. Formado em 2007, o grupo conta com Bem Gil, filho do ex-ministro Gilberto Gil, na guitarra; Rafael Rocha, na bateria e voz; Bruno Di Lullo, no baixo; Ana Cláudia, na voz e metalofone; e Leandro Floresta, na flauta, violão, teclado e voz.

Passeando por diferentes ritmos, do rap à bossa, o grupo foge dos rótulos musicais. “Um dia o Rafael me ligou e nós começamos a trabalhar com algumas letras que ele tinha composto. O som flerta com o bolero, tem um lado místico, um pouco de rock e pop”, explica Bem.

O show, que será realizado no Sesc Pompeia, integra a programação do Prata da Casa, projeto que há dez anos abre espaço para novas bandas. No repertório, canções do primeiro disco do grupo, Tono Auge. O álbum, gravado em 2008 de maneira independente, traz rocks de fundo carnavalesco, bossas misturadas com fanfarra e canções de levadas mais lentas. O destaque é a poética faixa Sonhador Sonâmbulo.

Atualmente, o grupo já se prepara para entrar em estúdio, e está inclusive em negociação com algumas gravadoras. “O novo trabalho deve ser lançado no meio do ano. Nosso som muda de um jeito que o primeiro álbum já não consegue nos representar tão plenamente”, garante Bem.

Para não deixar quem for ao show de fora dessa metamorfose, o set list traz ainda músicas novas e algumas surpresas escolhidas de acordo com o público. Nesse primeiro show paulistano, o grupo toca a sua versão para Nega Música, de Itamar Assumpção, e ainda uma música do cantor argelino Khaled.

Formado entre amigos, o Tono reúne um grupo de jovens que, além do trabalho na banda, mantêm projetos paralelos. O vocalista Rafael Rocha toca com Adriana Calcanhotto, Sílvia Machete, Binário e Brasov. Já o baixista Bruno Di Lullo integra o grupo Binário. Enquanto a multi-artista Ana Cláudia Lomelino se dedicada à dança, à fotografia e à manipulação digital.

Guitarrista do pai desde 2006, Bem também se desdobra entre os show de Gil e as apresentações da Tono. Para completar, ainda se apresenta eventualmente ao lado da irmã, Preta Gil. Tanto trabalho fez com que ele tivesse que abandonar o curso de Geografia. “A primeira vez que peguei em um violão eu tinha 17 anos. Sempre fui ligado em música, mas o contato com o Rafael Rocha (vocalista) despertou meu interesse.”

A dupla se conheceu durante as gravações da comédia 1972, de Ana Maria Bahiana. Depois de fazer alguns testes, os dois ganharam papel de músicos. “Eu ainda estava aprendendo a tocar violão, mas meu papel era de guitarrista. Deu certo, mas o mais importante foi nossa parceria que nasceu ali”, lembra Bem.

Pai de um filho de cinco anos, Bem Gil, que só resolveu ser músico ao 16 anos, já pensa no futuro do pequeno Bento. “Volta e meia ele sobe no palco, brinca de tocar algum instrumento. Meu pai adora”, conta, orgulhoso.



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