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Terça-feira, 9 fevereiro de 2010   edições anteriores
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  O menino de ouro do ‘Big Brother’

Na pior depois do ‘BBB 4’, Dourado, quem diria, tornou-se o queridinho do público desta edição

Aline Nunes, aline.nunes@grupoestado.com.br

Os holofotes do Big Brother 4 se apagaram. A fama foi embora. Os ringues de Porto Alegre fecharam as portas para ele. No anonimato, Marcelo Dourado voou para Nova Zelândia e, de classe econômica, aterrissou em uma exportadora de alimentos. Um ano se passou e ele foi morar na favela da Portelinha, no Rio. Até que Boninho, diretor do BBB, voltou a lhe dar a chance de aparecer na TV. E o improvável aconteceu: prestes a enfrentar o primeiro paredão, Dourado desponta como um dos favoritos ao prêmio de R$1,5 milhão.

A primeira evidência da preferência do público apareceu na semana passada. Depois de ouvir os conselhos de Dicesar, ele desabafou com os ‘brothers’ e chorou pela primeira vez. Na internet, o público enxugou as lágrimas do lutador de judô e deu a ele o poder supremo no programa - vantagem que o livrou de um paredão.

Não que ele tenha mudado desde o Big Brother de 2004. Dourado é quase o mesmo da quarta edição. Responde aos rivais, reclama, é machão. Só não banca o conquistador. No BBB4, a ex-‘ficante’ do judoca, Juliana Lopes, o indicou ao paredão e assinou sua saída do reality na oitava semana, com 68% dos votos.

Só que, no BBB 10, o público o vê com bons olhos. Contribui para isso a relação de cortesia com Dicesar, com o qual fala sobre gays, os conselhos amorosos que dá para Angélica e as estratégias de jogo que discute com Michel e Cadu.

Dentro da casa ele ainda desperta desconfiança - prova disso é a grande votação que teve para o paredão de hoje, no qual enfrenta Eliane e Uilliam. Serginho e Elenita também não vão com a cara dele, por causa da fama de homofóbico e da tatuagem do braço direito: uma suástica, símbolo do Nazismo. O pai, Marco Antônio Dourado, 62 anos, defende Marcelo. “Ele não é contra nada. Cresceu num bairro judeu e entre amigos gays. Ele só é um macho em extinção que sempre se virou.”

O ‘machão’ começou a lutar aos 10 anos, em Porto Alegre. Estudou em escola pública, montou academia, fez bicos como segurança até ganhar faixa preta de judô. Ao sair do BBB4, o cachê de lutador saltou de R$ 2 mil para R$ 12 mil. “Mas ele não soube administrar a fama”, diz o pai. Em dezembro de 2005, foi detido (e logo liberado) por consumo de ecstasy em uma festa eletrônica. “Você fica no meio de 20 pessoas se drogando, é óbvio que vão pegar o cara famoso. Ele é esportista, nunca usou bomba, não tem por que tomar essas porcarias”, defende o pai.

Sem dinheiro, Dourado foi para Nova Zelândia estudar inglês e viver de bicos. De volta no final de 2008, aceitou o convite do amigo Gabriel Reis, paparazzi do Superpop, da RedeTV!, e foi dar aulas de judô no Rio. “Até flagras de celebridades fizemos juntos”, conta Gabriel. “Mas o orçamento sempre estava apertado.” Ele só se reanimou com o telefonema da produção da Globo, em dezembro de 2009. “Ele ficou com medo, mas aceitou”, fala o pai. Dourado sabe bem o que é sair do BBB e precisar de uma segunda chance.



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