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Nova lei complica vida de brasileiros
Governo pretende atrair apenas imigrantes com alta qualificação profissional
A Austrália está mudando suas regras de concessão de residência a estrangeiros, numa medida que pode afetar o fluxo de imigrantes brasileiros – principalmente os estudantes – ao país.
Segundo o ministro da Imigração australiano, Chris Evans, a lista de profissões em falta no país – para os quais os imigrantes podem se candidatar quando pedem residência permanente – será abolida. A política de imigração passará a ser concentrada em atrair imigrantes com alta qualificação profissional.
“Temos dezenas de milhares de estudantes cursando culinária, contabilidade e (curso de) cabeleireiro porque isso estava na lista e permitiu que eles conseguissem a residência permanente”, disse Evans à rede BBC.
As novas prioridades vão incluir médicos e enfermeiras, além de engenheiros e profissionais da mineração, setor que encontra dificuldades para atender à crescente demanda por matéria-prima.
A mudança se junta a outras medidas introduzidas recentemente e que marcam um endurecimento na política de imigração.
Desde o final do ano passado, o governo passou a fazer novas exigências para a concessão de vistos a estudantes estrangeiros.
A renda mínima que um estudante tem de comprovar, através de extratos bancários do seu o países de origem, subiu de o equivalente a R$ 19 mil para R$ 29 mil por ano – média de R$ 2.500 por mês.
Ao solicitar o visto nas representações consulares australianas, além de apresentar os extratos bancários os estudantes têm de apresentar documentos como matrícula em universidade ou comprovante de trabalho fixo, para provar que têm vínculo com o país de origem e condições financeiras de se sustentar normalmente na Austrália.
Estudantes
O Brasil é o sexto país que mais envia estudantes anualmente para a Austrália, atrás da Índia, China, Nepal, Coreia do Sul e Tailândia, respectivamente.
Segundo dados do Departamento de Imigração, no último ano 12 mil brasileiros vieram estudar na Austrália. No mesmo período, houve um aumento de 20% no número de pedidos de visto por brasileiros rejeitados por embaixadas e consulados australianos.
De acordo com autoridades de imigração, esta rejeição se deve a um cuidado maior das autoridades, preocupadas com o alto número de pedidos fraudulentos.
Segundo Sandi Logan, porta-voz do Departamento de Imigração australiano, desde o segundo semestre de 2009 foram recrutados especialistas em verificação de fraudes para checar documentos de estudantes vindos do Brasil, Índia, Ilhas Maurício, Nepal, Zimbábue e Paquistão.
“Com a ajuda de especialistas, detectamos um alto índice de fraudes nas documentações submetidas por cidadãos desses países”, disse Logan em entrevista à rádio australiana SBS.
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