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Terça-feira, 9 fevereiro de 2010   edições anteriores
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  Limpeza manual em piscinão da zona sul

Depois de prazo dado pelo prefeito, empresas agilizam trabalho: 11 estavam sendo limpos

Para cumprir o prazo, que vence hoje, de limpeza dos 18 piscinões abertos da cidade estabelecido no sábado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), as empresas responsáveis pela manutenção estão fazendo até manualmente o serviço. Ontem, a retirada do lixo e sedimentos do piscinão Jardim Maria Sampaio, no Campo Limpo, zona sul, era feita com pás. Quebrada, uma retroescavadeira não pôde ser usada na a limpeza.

Dos 18 piscinões abertos visitados ontem pela reportagem do JT, 11 ainda estavam sendo limpos, quatro permaneciam sujos e, em apenas três, o lixo havia sido retirado. No sábado, Kassab determinou que os equipamentos fossem limpos e ameaçou quebrar o contrato com as empresas que não cumprissem o prazo.

Moradores vizinhos ao Maria Sampaio afirmam que, além da retroescavadeira quebrada, uma das bombas do piscinão também não está funcionando. Segundo a líder comunitária Eva Pereira dos Santos, de 60 anos, a Prefeitura limpa o piscinão, mas nunca termina a remoção de dejetos. “Eles começam a limpar, mas mandam os funcionários para outro lugar muito rápido. Nada tem fim aqui, só tem começo. E a sujeira fica.”

A capacidade do Maria Sampaio é de 120 mil metros cúbicos e, conforme a Prefeitura, está com 90% da capacidade livre.

Os trabalhos no piscinão do Bananal, na Freguesia do Ó, zona norte, também estão longe de ser finalizados. Mesmo com as máquinas funcionando, segundo um funcionário da limpeza que preferiu não se identificar, dificilmente estará limpo hoje. “Ainda tem muito lixo, barro e não há como limpá-lo até amanhã (hoje).”

Já no piscinão Anhanguera, em Pirituba, zona norte, os funcionários do local negam que a limpeza tenha sido feita ou esteja programada. “Está chovendo muito e não valeria a pena. Estamos trabalhando na canalização do córrego e não está programada a limpeza”, disse um dos operários.

A presença de equipes de limpeza também não foi notada pelos moradores do entorno do Piscinão Caguaçu, em São Mateus, zona leste. “Faz dias que não vejo as máquinas. Eles (funcionários) montam vários ‘bolos’ de sujeira, mas não recolhem”, afirma o pintor Wilto José Pereira, de 55.

No piscinão Oratório, em Sapopemba, o cenário era de lixo acumulado, junto com mato e terra. Segundo os moradores do entorno, a última limpeza foi realizada em dezembro. Até ontem, apenas três equipamentos apresentavam boas condições de limpeza. O Aricanduva 3, em São Mateus; Rincão, no Aricanduva; e Sharp, em Campo Limpo – inaugurado em janeiro deste ano e limpo no domingo. Com o vencimento do prazo, Kassab deverá vistoriar os 18 equipamentos. Luiz Guilherme Gerbelli, Cristiane Bomfim e Felipe Oda



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