| |
Supervisão é necessária
PINGUE-PONGUE com Oswaldo Crivello, Grupo Pró-Calouro da USP
Luciana Alvarez
Professor relata que casos de abuso estão diminuindo e cobra das instituições de ensino orientação e supervisão aos veteranos.
Trote ainda é sinônimo de violência e intimidação? Não necessariamente. Ainda se veem algumas imagens assustadoras, mas isso é minoria.
O trote é um ritual importante? A entrada em uma faculdade é um momento de alegria, quando se alcança um objetivo após anos de esforço. Ninguém pode ser obrigado a passar por nenhum tipo de constrangimento.
É possível acabar com a violência na recepção de calouros? Sim, se as instituições se responsabilizarem pelo que acontece. Não se pode deixar a recepção nas mãos dos veteranos. Tem de existir uma orientação clara do que pode e o que não pode.
A Universidade São Paulo está conseguindo acabar com os casos de violência? Como? Um instrumento precioso é o disque-denúncia. Temos percebido que, apesar de continuarmos recebendo ligações, os episódios são mais leves que antes.
Qual é sua principal preocupação com os trotes da USP hoje? O álcool. Existe uma portaria que proíbe o consumo, mas ainda há quem não vê o perigo disso.
A instituição é responsável pelos trotes do lado de fora? É uma questão polêmica, que prefiro deixar para os advogados.
|