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Especialista critica modelo de placas
Isis Brum
Uma sinalização instalada em pórticos sobre a pista, semelhante a de rodovias, com visibilidade plena à distância - esse seria o modelo ideal para a Tietê, cheia de acessos, mudanças de pistas, saídas e entradas, defende o engenheiro, consultor de trânsito e mestre em transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Sérgio Ejzenberg.
“A marginal é muito larga e o motorista não tem visão de lateralidade, além de ter dificuldade de visualizar as placas com a elevada concentração de caminhões”, diz. “É uma via que merece uma sinalização com pórticos. Só na saída se justificaria manter a do canteiro central, para confirmar que certa saída é aquela mesma.”
Segundo ele, as placas provisórias, laranjas e pretas, não são retrorefletivas, o que causa problemas ao motorista para visualizar as orientações à distância, aumentando o risco de acidentes em manobras bruscas.
Para Ejzenberg, é um “contrassenso” manter a velocidade de 90 km/hora na pista expressa da marginal em obras. Segundo ele, caminhões de até 70 toneladas trafegam por ali e a velocidade deles não deveria ser maior que 70 km/hora. O especialista afirma que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que os caminhões rodem com velocidade de até 80 km/h em rodovias não sinalizadas.
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