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Terça-feira, 9 fevereiro de 2010   edições anteriores
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  Eles bancam a festa

Empresários são avalistas do pagamento a Robinho

Alex Sabino, alex.sabino@grupoestado.com.br

Até agora o Santos não anunciou o patrocínio que vai pagar o salário de Robinho. Apesar disso, o clube não está preocupado. O atacante, muito menos. Ele tem a certeza contratual de que receberá R$ 1 milhão por mês até agosto. A garantia foi dada por um grupo de empresários ligados ao presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.

“Enquanto não fechamos com nenhuma companhia, temos pessoas físicas como avalistas, gente que se dispôs a ajudar”, garante um influente cartola do Peixe.

As garantias para a contratação de Robinho são dos mesmos empresários que desenharam o fundo de investimento a ser montado para o clube no segundo semestre. Walter Schalka, presidente da Cimentos Votorantim; Fábio Barbosa, presidente do Santander Brasil; Álvaro de Souza, presidente do Conselho de Administração da Gol Linhas Aéreas; Álvaro Simões, CEO da Inpar; e José Berenguer, vice-presidente executivo do Santander Brasil, são alguns dos nomes que socorreram o Peixe.

Eles são o paraquedas de emergência da negociação. Entram em cena apenas se não for viabilizado o patrocínio desejado pela diretoria - o que, no entender dos assessores de Luís Álvaro, é algo inimaginável. Especialmente depois do espaço na mídia ocupado pelo Santos desde a contratação de Robinho. A intenção é ter de uma a três empresas para bancar os vencimentos do craque e explorar a imagem dele em ações de publicidade. No momento, uma das companhias que negociam com os diretores é a Natura.

Sem as garantias de pagamento do salário de Robinho, a liberação do Manchester City não teria acontecido. E Robinho pensaria duas vezes em voltar para o Santos agora.

Bela ajuda

Os empresários também são responsáveis pelo investimento externo obtido por Luís Álvaro para aliviar a situação financeira na Vila Belmiro. Ao assumir, vendo que o clube não tinha condições de honrar compromissos, como a folha de pagamento do elenco profissional, foi buscar dinheiro no mercado. E os futuros investidores do fundo foram a ponte para isso acontecer.

A montagem da equipe e a garantia do salário de Robinho dão mais tempo para o departamento de marketing encontrar não apenas o patrocinador do atacante, mas a marca para ser estampada no uniforme. A diretoria espera conseguir entre R$ 13 milhões e R$ 15 milhões - mais do que os R$ 9 milhões oferecidos pela Semp Toshiba.



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