estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Terça-feira, 9 fevereiro de 2010   edições anteriores
ECONOMIA
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Procura por crédito diminuiu em janeiro

Queda foi de 1,1% ante dezembro. Alta dos juros tem afastado tomador de empréstimo

Paulo Justus, paulo.justus@grupoestado.com.br

Os juros ao consumidor já subiram em janeiro, de acordo com a Serasa Experian. Ontem, o indicador da empresa para a demanda do consumidor por crédito apresentou queda de 1,1% em janeiro em relação ao mês anterior. Esse resultado mostra que a população já considera seu endividamento elevado e não está contente com as condições de juros.

“As medidas de estímulo do governo e as taxas de juros baixas, que elevaram o crédito no segundo semestre, estão sendo desmontadas”, afirma o gerente de indicadores de mercado da Serasa, Luiz Rabi. Por esses motivos, diz, a procura por crédito, que aumentou 14% no ano passado, deve crescer entre 5% e 7% neste ano.

Ele diz que um dos indícios de que as condições de crédito estão piores são os juros futuros, medidos pelo Banco Central. No início do ano, a previsão era que a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 8, 75% ao ano, estivesse em 10,88% em dezembro. Na sondagem de 5 de fevereiro, o mercado já esperava uma Selic de 11,16%.

Essa expectativa já se reflete nas taxas cobradas hoje no mercado. A pesquisa de juros ao consumidor referente a janeiro, que será divulgada pela Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac) nessa semana vai mostrar uma leve alta em janeiro. “Isso se deve ao cenário de incertezas na economia do resto do mundo”, diz Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.

Porém, diferentemente da Serasa, Oliveira acredita que a elevação dos juros em janeiro é pontual e não deve se repetir no ano. “O crédito deve crescer neste ano e as taxas e condições devem melhorar”, diz. Segundo ele, a concorrência entre os bancos vai manter as taxas baixas. “Se os juros subirem, os prazos serão alongados para compensar”, diz.

Para Oliveira, a queda da demanda do consumidor por crédito não é alarmante. “Isso ocorre todo início de ano, porque o consumidor entra o ano com dívidas e gastos como impostos e matrículas escolares típicos dessa época.”

Nesse cenário de juros em alta, o conselho de economizar e fazer compras à vista é ainda mais importante, de acordo com o consultor Francis Hesse, do Instituto de Educação Financeira Disop. “Quando o consumidor compra em 60 vezes, acaba pagando três vezes o valor do produto, ao fim do crediário.” Para evitar o financiamento, o ideal é poupar com uma meta. “É importante estabelecer prioridades, porque aí fica mais fácil evitar as tentações de gastar a poupança”, diz.



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.