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Dorival baixa a bola do Santos
A empolgação da torcida alvinegra é enorme. Mas o técnico não quer euforia
Alex Sabino
Dorival Júnior quer ver sua equipe mantendo o ótimo ritmo durante todo o campeonato. Para o treinador, não faz sentido se desdobrar em campo no clássico e relaxar em partidas contra times do interior. “Temos de continuar buscando o nosso caminho e melhorar o futebol. Podemos crescer ainda mais”, disse o comandante, antes de ressaltar que está satisfeito com a evolução alvinegra no Paulistão.
A mensagem foi entendida pelos jogadores. Tanto que eles, após a vitória em Barueri, descartaram qualquer favoritismo do Peixe na competição. “Se você pegar a lista de times, o Santos foi o que menos contratou. Melhor deixar a gente quieto, correndo por fora”, pediu Edu Dracena, capitão da equipe pela segunda rodada consecutiva.
Mas não houve como disfarçar que os santistas correram mais por causa do rival. Wesley, improvisado na lateral direita, não parou durante os 90 minutos. Marquinhos duas vezes comemorou simples desarmes como se tivesse feito gols. E Paulo Henrique Ganso, especialmente na etapa inicial, não deu sossego para a zaga tricolor. “Acho que é normal. No clássico, sempre o jogador dá algo a mais. Mas isso não significa que vamos relaxar depois”, disse Ganso.
Encaixe rápido
O que chama a atenção não só de Dorival, mas dos jogadores, é a rapidez de entrosamento do elenco. O próprio técnico faz questão de lembrar que se trata de um time em formação.
“Nossa vantagem é já ter uma base do ano passado e quem chegou se encaixou muito bem no esquema do Dorival. Mas não é bom falar de favoritismo. Tem muita coisa para acontecer ainda. Deixa isso com o Corinthians, o São Paulo e o Palmeiras, que sempre surgem como os favoritos”, pediu Ganso. No intervalo, Neymar conversou com Rogério Ceni sobre a cobrança de pênalti. A paradinha do atacante tirou completamente o goleiro da jogada. “Nada demais. É uma coisa que eu treino sempre e apenas coloquei em prática na partida.”
Treinador e atletas tentam esconder a empolgação. Mas isso é impossível para os garotos fazerem 100% do tempo. “Com os três (Robinho, Neymar e Ganso) jogando juntos, facilita. E ainda tem o Giovanni para entrar. Quem ganha é a torcida santista”, ressaltou Ganso.
O volante Arouca, que foi trocado por Rodrigo Souto com o São Paulo, estava feliz da vida, mas ele disse que não pensou em vingança contra o time em que não teve muitas chances. “Não tenho nada a provar para ninguém no São Paulo. O que eu faço agora é para o bem do meu time”, afirmou ele. ()
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