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Depende agora do que a Red Bull vai apresentar
Na quarta-feira, conheceremos a solução de Adrian Newey para a duplicação do volume do tanque
Livio Oricchio
Estamos nas mãos de Adrian Newey, o projetista da Red Bull. Depois de acompanhar de perto a estreia das novas Ferrari, Mercedes e McLaren, em Valência, fiquei com a forte impressão - assim como a maioria presente - de que os projetos das três equipes não têm equívoco de concepção nem demonstraram ser superiores uns em relação aos outros. A proximidade de tempos registrada por seus pilotos mais ou menos comprova a ideia inicial do F10, de Alonso e Massa, W01, Schumacher e Rosberg, e MP4/25, de Hamilton e Button.
Quarta-feira, a Red Bull vai lançar seu RB6-Renault em Jerez de la Frontera e já o coloca na pista. O desafio de engenharia, este ano, é tão ou mais complexo que o do ano passado, quando reduziram sensivelmente a capacidade de geração da pressão aerodinâmica. Agora, os projetistas têm de conceber um monoposto que seja veloz e constante com 180 quilos de gasolina no tanque, no início da corrida, e cerca de 10 quilos, apenas, na sessão de classificação, diante da proibição de reabastecimento.
Todos desejam conhecer a solução de Newey para a duplicação do volume do tanque. Vimos em Barcelona que os diretores técnicos das escuderias presentes optaram por tornar os carros mais longos, em torno de 15 centímetros. Esses projetos tendem a ser menos eficientes em pistas de média e baixa velocidade. Se Newey realizar um monoposto um pouco menor, na teoria pode representar vantagem.
E se acertar em cheio, como às vezes faz, então Sebastian Vettel e Mark Webber têm possibilidades de ao menos iniciar a disputa na frente. Mas não podemos descartar a chance de Newey errar, como já aconteceu.
Minha torcida é para que em Jerez, a partir de quarta-feira, assistamos ao RB6 registrar tempos semelhantes aos das três equipes também candidatas ao título. Com talvez os oito melhores pilotos nos quatro times mais eficientes, a temporada de 2010 tornaria-se inesquecível.
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