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Segunda-feira, 8 fevereiro de 2010   edições anteriores
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  Retorno triunfal

Robinho volta com gol de letra e dá vitória ao Peixe sobre o Tricolor

ALEX SABINO, alex.sabino@grupoestado.com.br

Foram 1.597 dias de espera. Mas nem parece. Cerca de cinco anos após ter deixado a Vila Belmiro, Robinho fez o Santos voltar a ser o time da moda. No retorno do camisa sete ao futebol brasileiro, o Peixe derrotou o São Paulo por 2 a 1, ontem, na Arena Barueri, e tirou do Corinthians a liderança do Paulista.


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“Tive a felicidade de fazer um golzinho”, disse o atacante, logo após o apito final.

Não, Robinho. Aquele gol esteve longe de ser um “golzinho”. Ele completou de letra cruzamento de Wesley. “Foi a maneira que achei ali dentro da área para fazer o gol. Essa molecada vai dar muito o que falar ainda.”

Quando Robinho se despediu do Santos, em 24 de agosto de 2005, o time derrotou o Paysandu e chegou à primeira colocação do Campeonato Brasileiro. Como em toda a primeira passagem do jogador pelo clube (a partir de 2002), o Alvinegro chamava a atenção pelo futebol ofensivo. Exatamente como acontece agora. “Falta um pouco de entrosamento e melhor condicionamento físico”, comentou o atacante. “Mas essa molecada tem bastante talento. Os garotos jogam muito”, completou.

Desde o início, os olhos estavam nele. Na entrada em campo, repórteres e fotógrafos esqueceram os titulares e foram atrás do reserva ilustre.

Quando Dorival Júnior chamou Robinho para entrar, aos 10 minutos do segundo tempo, o Santos vencia por 1 a 0. A torcida santista explodiu. “Deu um friozinho na barriga. O treinador falou para eu me movimentar livre e sem marcar, só me posicionar lá no ataque.”

O primeiro toque na bola foi aos 12 minutos, um passe para Paulo Henrique Ganso. Na jogada seguinte, ensaiou as pedaladas que o consagraram em 2002. Mas sem sucesso.

Desaparecido do jogo por alguns minutos, Robinho viu o São Paulo empatar com um gol de Roger. Era a senha para ele ser, mais uma vez, astro de um clássico paulista. “Estava ansioso, mas quando você dá o primeiro drible, a ansiedade acaba. A estreia foi exatamente como esperava. Com o time vencendo, tudo fica mais fácil.”

A minoria santista no estádio segurava a respiração toda vez que o camisa sete pegava na bola. O grito de gol ficou preso na garganta na tabela que ele fez com Neymar. Rogério Ceni evitou o golaço. Mas Robinho parecia destinado a recomeçar com gol (e que gol!) sua trajetória no Peixe. “Vim em busca de felicidade. Sei da responsabilidade de deixar todo mundo alegre. Estou voltando para melhorar minha história no Santos e ajudar a garotada”, festejou, comparando a equipe atual com a campeã brasileira de 2002.

Melhor em campo?

Os meninos se renderam ao atacante que chamam de veterano. Mesmo com o ídolo fazendo questão de lembrar que tem só 26 anos. “A gente está muito amigo. Ele toda hora vem brincar, tirar sarro. Vamos dar muita alegria à torcida”, disse Neymar, que quase quebrou a espinha de Rogério Ceni na cobrança de pênalti no primeiro tempo.

Cercado pelos companheiros após o jogo, o estreante foi correndo em direção aos torcedores alvinegros na Arena Barueri. “Quem foi o melhor em campo? Claro que foi o Robinho. Ele decidiu o clássico”, apontou Paulo Henrique, quando perguntado sobre quem mais se destacou.

Na saída para o vestiário, Robinho ouviu os xingamentos dos torcedores são-paulinos. Virou-se para eles e apenas abriu um largo sorriso. Uma alegria de quem está de volta para casa.



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