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'Em 4 anos estaremos totalmente em dia com o mundo'
RAFAELA BORGES, rafaela.borges@grupoestado.com.br
ENTREVISTA Antonio Baltar GERENTE DE MARKETING DA FORD FALA SOBRE ESTRATÉGIA GLOBAL DA MARCA
Maceió - O EcoSport acaba de receber leve reestilização, mas sua próxima geração já está em desenvolvimento. Ela faz parte da nova estratégia da Ford: tornar seus carros iguais em todo o mundo. O gerente de Marketing da fabricante, Antônio Baltar, falou, com exclusividade ao JC, sobre algumas novidades da marca.
Esta reestilização do EcoSport é a última antes da chegada da nova geração? O Brasil está desenvolvendo o novo modelo?
A Ford decidiu que seus carros serão globais. Com isso, o Brasil está desenvolvendo vários produtos. Somos um dos cinco centros de desenvolvimento mundiais e temos muito conhecimento sobre carros compactos.
A plataforma do próximo Eco será a mesma do Fiesta europeu?
Atualmente, é o Fiesta nacional que usa uma base desenvolvida para o EcoSport. No próximo, não será assim. O investimento de R$ 4 bilhões anunciado no ano passado contempla o desenvolvimento de novas plataformas.
A Ford informou que terá nove lançamentos no ano. Quais são?
Posso antecipar que o próximo é o Focus 2.0 Flex, neste mês...
Para ganhar força na briga com o Hyundai i30?
Com certeza. O i30 é só a gasolina e o brasileiro faz questão de tecnologia flexível. No lançamento do novo Focus (em setembro de 2008) nós anunciamos que teríamos o motor bicombustível. Por isso, muitos clientes estão esperando para comprar o carro.
O próximo Focus, mostrado no Salão de Detroit (no mês passado), vem quando?
Em quatro anos, nossa linha estará em dia com o restante do mundo. Não teremos mais atraso. A Ford anunciou um ano antes do lançamento que terá o novo Focus nos EUA e na Europa. Aqui não podemos fazer isso, pois são clientes diferentes.
E o Kuga (utilitário derivado do Focus)?
Não o traremos (da Europa), pois não dá para ter o preço do (Chevrolet mexicano) Captiva, que não paga imposto de importação. E fazê-lo na Argentina seria caro, pois é um segmento pequeno. Mas na próxima geração, com a estratégia global, os custos serão reduzidos. Aí a coisa muda.
A picape Courier mudará?
Não. É um carro que tem público cativo e nenhuma condição de brigar com a líder Fiat Strada. Como o Brasil é o único país em que a Ford vende uma picape pequena, este não é um produto que receberá investimento global.
Viagem feita a convite da Ford
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