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Segunda-feira, 8 fevereiro de 2010   edições anteriores
ECONOMIA
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  'Em 4 anos estaremos totalmente em dia com o mundo'

RAFAELA BORGES, rafaela.borges@grupoestado.com.br

ENTREVISTA
Antonio Baltar
GERENTE DE MARKETING DA FORD FALA SOBRE ESTRATÉGIA GLOBAL DA MARCA




Maceió - O EcoSport acaba de receber leve reestilização, mas sua próxima geração já está em desenvolvimento. Ela faz parte da nova estratégia da Ford: tornar seus carros iguais em todo o mundo. O gerente de Marketing da fabricante, Antônio Baltar, falou, com exclusividade ao JC, sobre algumas novidades da marca.

Esta reestilização do EcoSport é a última antes da chegada da nova geração? O Brasil está desenvolvendo o novo modelo?

A Ford decidiu que seus carros serão globais. Com isso, o Brasil está desenvolvendo vários produtos. Somos um dos cinco centros de desenvolvimento mundiais e temos muito conhecimento sobre carros compactos.

A plataforma do próximo Eco será a mesma do Fiesta europeu?

Atualmente, é o Fiesta nacional que usa uma base desenvolvida para o EcoSport. No próximo, não será assim. O investimento de R$ 4 bilhões anunciado no ano passado contempla o desenvolvimento de novas plataformas.

A Ford informou que terá nove lançamentos no ano. Quais são?

Posso antecipar que o próximo é o Focus 2.0 Flex, neste mês...

Para ganhar força na briga com o Hyundai i30?

Com certeza. O i30 é só a gasolina e o brasileiro faz questão de tecnologia flexível. No lançamento do novo Focus (em setembro de 2008) nós anunciamos que teríamos o motor bicombustível. Por isso, muitos clientes estão esperando para comprar o carro.

O próximo Focus, mostrado no Salão de Detroit (no mês passado), vem quando?

Em quatro anos, nossa linha estará em dia com o restante do mundo. Não teremos mais atraso. A Ford anunciou um ano antes do lançamento que terá o novo Focus nos EUA e na Europa. Aqui não podemos fazer isso, pois são clientes diferentes.

E o Kuga (utilitário derivado do Focus)?

Não o traremos (da Europa), pois não dá para ter o preço do (Chevrolet mexicano) Captiva, que não paga imposto de importação. E fazê-lo na Argentina seria caro, pois é um segmento pequeno. Mas na próxima geração, com a estratégia global, os custos serão reduzidos. Aí a coisa muda.

A picape Courier mudará?

Não. É um carro que tem público cativo e nenhuma condição de brigar com a líder Fiat Strada. Como o Brasil é o único país em que a Ford vende uma picape pequena, este não é um produto que receberá investimento global.

Viagem feita a convite da Ford



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