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Segunda-feira, 14 dezembro de 2009   edições anteriores
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  Comida local pode ser um risco

Você está numa feira livre, num lugar exótico, e se encanta com a variedade de comidas nunca vistas nem experimentadas. Vê centenas de moradores locais comendo com toda vontade. “Se eles podem, eu também”, você pensa. E ataca um dos pratos. No dia seguinte, dor de barriga, náuseas, vômitos, febre e diarreia. Sem opção, a saída é procurar um médico ou passar o dia de molho – no banheiro do hotel.

A chamada diarreia do viajante é um dos problemas mais comuns de quem se aventura em países estrangeiros. É provocada por intoxicação alimentar – resultado de alimentos ou água contaminados. Cerca de 80% dos casos são provocados por bactérias, diz a chefe do Ambulatório de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas, Tânia Souza Chaves.

A doença se confirma com a ocorrência de diarreia por pelo menos três vezes num dia. Pode durar, em média, de dois a três dias. Se não tratada, pode levar à desidratação (sintoma mais comum em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas).

Tânia explica por que a doença afeta os viajantes e poupa os locais: é que eles estão habituados às bactérias e são resistentes a elas. Da mesma forma que os brasileiros têm resistência a outros micro-organismos que podem provocar o mal em estrangeiros.

Para evitar a diarreia dos viajantes, deve-se dar preferência por água mineral gaseificada que, segundo a chefe do Ambulatório do Viajante, é mais confiável que água engarrafada normal. “O risco de adulteração é menor”, diz. Também deve-se evitar comidas expostas ao ar livre.

No segundo volume do guia “Viaje com Saúde - Cuidados durante a viagem”, o infectologista Rodrigo Nogueira Angerami explica que a diarreia hospitaliza apenas 1% dos viajantes, mas provoca alteração de roteiro em 40% dos casos, mantém até 30% em repouso absoluto e cancela um terço das atividades programadas.



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