| |
PM reprime ato contra Arruda
Cavalaria parte para cima de manifestantes. Oito ficaram feridos e três foram presos pela polícia
Pelo segundo dia seguido, a Polícia Militar do Distrito Federal entrou em confronto com estudantes contrários à permanência do governador José Roberto Arruda (DEM) no cargo. No final da manhã, a cavalaria enfrentou 2,5 mil pessoas que protestavam no Eixo Monumental, principal artéria da capital, que liga o Palácio do Buriti, sede do governo, à rodoviária. Oito saíram feridos e três foram detidos por desacato.
O grupo se postou na frente do Buriti, tumultuando o trânsito, quando a cavalaria da tropa de choque chegou com força total para desobstruir a pista. Alguns manifestantes foram espancados com cassetetes, em meio ao corre-corre. Um deles, caído na rua, teria sido pisoteado pelos cavalos e foi retirado às pressas do local.
Um dia após ter desocupado a Câmara Legislativa - que passou o fim de semana invadida por defensores do impeachment de Arruda -, arrastando alguns dos alunos para fora, a PM desta vez usou gás lacrimogêneo, cães e um helicóptero. Do alto, um policial armado via a ação. Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil que estavam no local relatam que não houve tempo para diálogo e estudam entrar com representação conta o governo.
“Eles invadiram a pista, por isso houve confronto”, disse o chefe do Comando de Policiamento, coronel Luiz Henrique Fonseca.
Câmara ‘salva’ o vice
Vice-governador do DF, Paulo Octávio foi excluído do pedido de impeachment recebido pela Câmara Legislativa. Segundo a Procuradoria da Casa, a lei dos crimes de responsabilidade só prevê processo quando o acusado está na função de governador. Empresário da construção civil, ele foi denunciado como integrante do “mensalão do DEM” que receberia 30% das propinas.
Ontem, a Câmara começou a analisar projeto de CPI sobre o caso. Arruda já é alvo de três pedidos de impeachment. Mas, como dia 15 começa o recesso, tudo fica em suspenso até 2 de fevereiro.
Governador vai ao TSE para evitar expulsão do DEM
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar se livrar da provável expulsão do DEM. Ele alega que pode sofrer processo de expulsão sumária sem ter direito de defesa.
Advogados do governador protocolaram mandado de segurança no TSE no qual alegam que o prazo de oito dias dado pelo partido é insuficiente para ele se defender. O DEM programou para amanhã a decisão sobre se Arruda será expulso da legenda.
Um dos advogados responsáveis pelo mandado, José Eduardo Alckmin afirma que, da forma como está, o processo não garante ampla defesa. Foi pedida ao TSE liminar para sustar o procedimento no DEM até julgamento do mérito da ação e que seja garantido o direito de o governador se defender amplamente.
Se for expulso, Arruda não pode disputar as eleições de 2010, pois ficaria sem legenda depois do prazo legal para filiação partidária.
|