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Rivais se unem e fecham patrocínio milionário de R$ 15 milhões/ano

Alex Sabino e Daniel Batista

A primeira ação coordenada entre os quatro grandes clubes de São Paulo vai render cerca de R$ 15 milhões anuais até 2014. É o valor do acordo do G-4, grupo que reúne São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos com a Femsa, empresa que fabrica e distribui refrigerantes e cervejas.

É apenas a primeira medida prática da união das equipes iniciada neste ano, em junho.

“Os clubes precisam de patrocínios de vulto para aumentar as receitas”, prega o presidente do Verdão, Luiz Gonzaga Belluzzo.

A Femsa vai realizar ações de marketing usando os escudos dos times. Além dos R$ 15 milhões/ano, chamado de “acordo institucional”, cada um receberá royalties de acordo com as vendas de seus produtos.

Apenas o presidente Marcelo Teixeira, do Santos, não esteve no encontro - ele fica no cargo até dia 15. Foi representado pelo vice, Norberto Moreira da Silva.

A médio e longo prazo, a intenção do G-4 Aliança Paulista, nome da companhia constituída sem fins lucrativos, é formar um grupo de pressão para defender interesses conjuntos das agremiações. O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, definiu a intenção da seguinte forma: “tratar desigualmente para chegar à igualdade”. Ele defende que os quatro recebam tratamento diferenciado porque representam, de acordo com números dos próprios dirigentes, 90% dos torcedores do Estado.

“Nossa rivalidade em campo continuará. Esse é o oxigênio do processo”, diz Juvêncio.

No futuro, o G-4 promete agir de forma conjunta na fixação de preço de ingressos, na briga pelos valores pagos pelas emissoras de televisão e até nas “políticas comuns de direitos de imagem”, o que significa estabelecer um teto salarial para jogadores e treinadores nos clubes.

Andres só perdeu o humor ao comentar sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, o que, para ele, poderia aumentar a renda dos clubes. “O cara não bebe no estádio, mas fica no bar tomando todas antes de entrar. Estão se metendo muito na vida das pessoas. Quem manda na nossa casa somos nós”, esbravejou o cartola.

O garoto propaganda da parceria da empresa com o G-4 foi o padre Marcelo Rossi, que pediu paz nos estádios.

Clássicos na capital

Andres Sanches confirmou que os clássicos com o Palmeiras não serão mais realizados no interior. Nesse ano, os três confrontos entre as equipes foram disputados em Presidente Prudente.

“Ainda não definimos o local exato, mas a nossa ideia é que o clássico com o Palmeiras seja disputado cada um em seu estádio. O nosso mando é no Pacaembu e o deles no Palestra Itália”, disse o cartola corintiano.

Antes do dirigente afirmar isso, o plano divulgado pelos coordenadores do G-4 era de que os clássicos acontecessem no interior em maior número.

Andres explicou que a decisão de se fazer na capital é por uma questão de fidelidade ao torcedor. “Jogar no interior é uma injustiça, principalmente com o Fiel Torcedor, que paga para ver os jogos do time, mas que no clássico tem de viajar”, explicou.



Programa


Contratos
Política de valores pagos como direito de imagem e salários a jogadores será uniformizada, de acordo com o compromisso firmado pelos quatro presidentes e divulgado ontem de manhã.

Ingressos
Foi feito um acordo para que os preços dos ingressos sejam os mesmos para Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos.

Ética
Será elaborado um código de ética a ser seguido pelas equipes. Ainda não foram estabelecidas as diretrizes conjuntas.

Jogos no exterior
Os representantes dos quatro clubes irão negociar para que mais amistosos contra equipes do exterior sejam realizados a partir do próximo ano.



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