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Qualidade de genéricos
Florência Duarte
Em 2009 os medicamentos genéricos completam 10 anos de presença no País. E, apesar das várias campanhas de esclarecimento promovidas pelo governo, quando vamos às ruas e consultamos a população, ainda percebemos que existe certo desconhecimento e resistência na hora de abrir mão do medicamento de referência pelo genérico.
Medicamentos genéricos são produtos que podem ser intercambiáveis com os medicamentos referência. Ou seja, genéricos são produtos farmacêuticos que contêm a mesma eficácia e segurança, os mesmos princípios ativos nas mesmas concentrações que o medicamento original e, por isso, podem ser trocados.
Quanto à qualidade dos produtos genéricos, trata-se de um conjunto de fatores que passam desde a escolha do fornecedor de princípios ativos até o controle no processo de distribuição do produto. Para assegurar a qualidade dos produtos existem agências reguladoras como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, caso a empresa seja também exportadora desses medicamentos, precisa ser certificada pelos órgãos reguladores internacionais.
No Brasil, a Anvisa certifica se a eficácia dos medicamentos genéricos corresponde exatamente à do medicamento referência. Para isso, são feitos os testes de bioequivalência, que mostram se há a mesma quantidade de princípio ativo no organismo humano ao ministrar uma dose do medicamento de referência e do medicamento genérico, no decorrer de um período ou mais períodos de tempo, e de biodisponibilidade, característica relacionada à eficácia clínica do medicamento que define como uma formulação age no organismo.
A população em geral ainda não tem claro que produtos são genéricos e quais são cópias sem validade. Os medicamentos genéricos são vendidos pelo nome da substância e têm na embalagem uma tarja amarela. São também oferecidos a um preço menor do que os de medicamentos de referência.
Para a população se sentir mais segura para consumir um medicamento genérico, consideramos que o papel do médico é fundamental. Cabe a eles orientarem sobre a intercambialidade entre medicamentos de referência e genéricos e informarem ao paciente quando o medicamento prescrito já está disponível da forma genérica. Hoje no Brasil já existem mais de 2.600 medicamentos capazes de atacar 90% das doenças conhecidas. Por isso, sentimos necessidade de uma maior interação entre médicos, farmacêuticos e pacientes para garantir que sejam oferecidas terapias eficazes, com qualidade e segurança comprovadas e com preços acessíveis a todos os pacientes.
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