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Vereadores do DEM deixam líder tucano de Kassab 'na mão'
Se em Brasília DEM e PSDB andam às turras por causa da eleição de 2010, em São Paulo a bancada democrata na Câmara Municipal deixou “na mão”, ontem, o tucano José Police Neto, líder do governo de Gilberto Kassab. Police Neto tentava aprovar seu projeto que prevê a implementação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo sobre imóveis e terrenos vazios. Apesar de 46 vereadores terem marcado presença no painel eletrônico, apenas 32 votaram - a proposta precisava de 37 apoios.
O projeto permite à Prefeitura aumentar em até 15% o imposto de mais de 400 mil imóveis ociosos da capital, ou mesmo desapropriar uma área que não tiver destinação após cinco anos.
A bancada do PSDB, de 12 vereadores, maior da Casa, e outros partidos da base já haviam acertado a votação na segunda-feira. Os 11 vereadores do PT e 2 do PC do B também concordaram. Mas, quando o projeto foi colocado em votação ontem à tarde, a bancada do DEM e parte do Centrão - bloco formado por PMDB, PTB, PR e outras legendas - abandonaram o plenário.
Dos seis vereadores do DEM, só o líder da bancada, Carlos Apolinário, votou pelo projeto. Ushitaro Kamia, Marta Costa, Edir Sales, Domingos Dissei e Sandra Tadeu não o fizeram. Aurélio Miguel (PR) se retirou do plenário. “Sou contra desapropriar um imóvel após cinco anos”.
Desgastado, o líder do governo não sabia explicar a retirada de parte da base. “Preciso me dedicar mais ao meu mandato do que à liderança”, desabafou Police Neto. Colega do tucano, o líder do DEM quis assumir falta de articulação dentro da bancada. “Faltou explicar melhor a meus colegas o que é o projeto.”
O consequente clima ruim entre as bancadas levou ao adiamento da votação de outros dois projetos importantes, que endurecem as contrapartidas aos polos geradores de tráfego e às empresas de telefonia que fazem instalação de torres para celulares.
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