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Quarta-feira, 16 setembro de 2009   edições anteriores
POLÍTICA
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  Secretário acumula três denúncias envolvendo boates

Considerado responsável pela fiscalização da cidade, o secretário municipal de Controle Urbano, Orlando Almeida, entrou na Prefeitura em janeiro de 2005 pelas mãos do ex-prefeito José Serra (PSDB). Filiado ao PFL, hoje DEM, Almeida foi indicado pelo partido para ser secretário de Habitação (Sehab) e presidente da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), na cota da sigla no primeiro escalão do governo tucano.

Advogado e empresário, Almeida é homem de confiança do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Foi Kassab quem o indicou para o secretariado, quando era vice-prefeito de Serra. A relação entre os dois vem da época em que atuavam juntos no setor imobiliário, desde a década de 70. Nas duas gestões em que Almeida foi presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Sciesp), 2001-2007, Kassab era um dos integrantes da suplência executiva.

Como integrante do secretariado, Almeida já foi alvo de três denúncias. Em 2008, escuta da Operação Santa Teresa, da Polícia Federal, revelou que o secretário fez blitz sozinho e fora do expediente na boate W.E., acusada de tráfico de mulheres em esquema que envolveria fiscais, policiais e políticos. Segundo ele, a ação foi normal.

Em março deste ano, já como secretário de Controle Urbano, pasta criado por Kassab no início de 2009 para abrigar o amigo, Almeida foi acusado de “interferência política” na liberação da obra embargada da casa noturna Café Photo, na Vila Olímpia, zona sul da capital.

Em depoimento na Câmara Municipal, o agente vistor da Subprefeitura de Pinheiros, Maurino Dantas Pereira, disse que a obra foi liberada após encontro de Almeida com os representantes da boate. O secretário negou e disse que houve “desencontro” entre dois órgãos de fiscalização da Prefeitura.

Um mês depois, em abril, foi a dona da boate Romanza, Vailde Rocha Velloso, quem acusou Almeida de cobrar R$ 100 mil em propina para não lacrar o imóvel irregular. Ele disse que a denúncia é “caluniosa”. O caso está sendo investigado em inquérito policial na 3ª Delegacia Seccional da Capital (Zona Oeste).



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