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Terça-feira, 21 julho de 2009   edições anteriores
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  Animação pouca é bobagem

Centenas de curtas e longas recheiam a 17ª edição do Anima Mundi, que começa amanhã em São Paulo. O evento exibe o primeiro filme de animação do País, ‘Sinfônica Amazônica’, de 1952, e prestigia produções do mundo todo

Felipe Branco Cruz, felipe.cruz@grupoestado.com.br

O festival Anima Mundi, que começa amanhã em São Paulo no Memorial da América Latina, chega à sua 17ª edição homenageando os irmãos Anélio (morto em 1986) e Mario Latini , criadores do primeiro longa de animação brasileiro, Sinfônica Amazônica, de 1952. O filme será exibido no domingo, às 15h. Antes, no sábado às 19h, Marcia Latina, filha de Mário e responsável pela restauração do acervo dos diretores, vai participar de um bate-papo com o público para falar sobre a obra e fazer a exibição de um curta inédito dos irmãos: Os Azares de Lulu, feito quando Anélio tinha 13 anos.

“A animação é o berço da tecnologia audiovisual. Televisão, computador e cinema só existem porque um dia alguém fez um desenho e quis colocá-lo em sequência”, afirma Marcos Magalhães, um dos criadores da mostra. “Sessenta e cinco anos antes da invenção oficial do cinema, o belga José Platô, inventou uma aparelho para assistir a animações feitas por ele”, completa Magalhães.

Na curadoria do evento, ele diz ter escolhido filmes que fossem relevantes para o público brasileiro, originais e diversificados. “Não privilegiamos nenhum estilo ou formato de filme.”

Ao todo, foram selecionados 401 filmes, de 40 países, divididos em quatro mostras competitivas e quatro não competitivas. Deste total, 66 longas são brasileiros, 56, franceses, 47, britânicos, 46, americanos e 24, alemães.

Há ainda filmes de países como Ucrânia, Taiwan, República Tcheca, Moçambique, Letônia, Eslováquia e Croácia.

Um dos destaques deste Anima Mundi é o longa Immigrantes (Hungria), produzido por Gabor Csupo, que já fez Os Simpsons e Rugrats. Além de dois filmes sobre a temática da Primeira e da Segunda Guerra Mundial: The Good Soldier Shweik, de Roberto Crombie e Zhang Ga!, do chinês Sun Lijun. Há ainda o curioso $9,99, da israelense Talia Rosenthal, que conta a história de uma pessoa que pretende gastar menos de US$10 para entender o sentido da vida. A Índia também está representada no longa Sita Sings The Blues, da americana Nina Paley.

O festival está na 10ª edição do Anima Mundi Web, exclusivamente com vídeos para internet; e a 5ª edição do Anima Mundi Celular, para aparelhos móveis. O evento também promoverá workshops de animação em técnicas de areia (camada de areia sobre uma mesa de vidro), massinhas, pixilation (que usa pessoas de carne e osso como se fossem bonecos) e zootrópio (tambor com perfurações).


DIVIRTA-SE

Anima Mundi. De amanhã a domingo. Exibições na Fundação Memorial da América Latina: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda. Das 11h às 24h.

Apresentações especiais dos filmes ‘Coraline’ (amanhã, às 21h. Sala 2) e ‘Bolt’ (sexta, às 21h. Sala 2). R$ 6



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