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Terça-feira, 21 julho de 2009   edições anteriores
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  Paciente será separado em PS

Orientação do Ministério da Saúde é de, nas emergências, isolar os doentes com gripe A

Lígia Formenti e Marcela Spinosa

O Ministério da Saúde recomendou que Estados e municípios separem na emergência de hospitais pacientes com sintomas de gripe e outros problemas respiratórios dos demais, mesmo que para isso seja preciso montar tendas de atendimento. O secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, afirmou que o ideal é estabelecer duas portas para receber pacientes na emergência. “Nos casos em que essa divisão não é possível, a saída é montar tendas”.

É o que Osasco, na Grande São Paulo, deve começar a fazer até quinta-feira. A cidade, que registrou duas mortes em decorrência da nova gripe, vai contar com o apoio do Exército e montará tendas em frente às três principais unidades de saúde do município: Hospital Municipal Central Antônio Giglio e os prontos-socorros do Jardim Santo Antônio e Jardim Helena Maria.

O objetivo da medida é fazer a triagem dos pacientes que procuram atendimento nas unidades. A triagem será exclusiva àqueles com sintomas da gripe suína, como febre, tosse e falta de ar. No total, a cidade chega a 16 casos confirmados da gripe A, sendo que uma paciente segue internada em estado grave. Outras 32 pessoas são monitoradas por apresentarem sintomas ou por terem tido contato com pessoas infectadas pela doença.

A decisão do Ministério da Saúde é importante para garantir o atendimento mais rápido e evitar que pacientes com outros problemas de saúde tenham contato com pessoas com sintomas da gripe suína. Instituições do Rio Grande do Sul já começam a atender suspeitos de gripe em contêineres. Em Minas, parte dos hospitais montou serviços específicos na emergência para atender só pacientes com sintomas de problemas respiratórios.

O diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, afirmou ser importante que pacientes com risco de agravamento da doença, como crianças menores de 2 anos e pessoas portadoras de doenças como diabetes e insuficiência respiratória, sejam atendidos o mais rápido possível.

Mas muita gente ainda não entendeu o que é atendimento prioritário. O ambulante Bruno Francisco da Silva, de 22 anos, que trabalha na Feira da Madrugada, do Brás, na região central, procurou o Hospital Emílio Ribas ontem apresentando febre, tosse e sintomas que ele definiu como “muita dor nos pulmões”.

“Não estou tranquilo. Tenho contato com gente de todo País na feira e até com estrangeiros. A febre vai e volta e mesmo assim o médico me dispensou”, disse. Ele foi à unidade com a mulher, a gerente de vendas Elaine de Oliveira Cabral, de 21 anos, que teve febre e tosse no último domingo. “Temos um filho de um mês e temos medo de ele ficar doente”, disse.

Emergência

No Rio Grande do Sul, as prefeituras de Uruguaiana e Barra do Quaraí decretaram situação de emergência para enfrentar possíveis surtos.

Colaborou Elder Ogliari


REGIÕES

569 casos


é o número de infectados no Estado de São Paulo até ontem

450

confirmações


se concentram na Grande SP

53

doentes


é o número de confirmações na região de Campinas



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