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Quem quer um Dom Quixote?
Marcelo Duarte (autor da série de livros O Guia dos Curiosos)
A exposição itinerante das esculturas de Dom Quixote, de Sancho Pança e do cavalo Rocinante, personagens do escritor espanhol Miguel de Cervantes, procura um novo destino. Duas das peças, o Dom Quixote e o Sancho Pança, foram feitas pelo artista plástico Sílvio Galvão. O cavalo Rocinante foi produzido pela cooperativa Cooperaacs. Elas deveriam ficar no saguão do Conjunto Nacional até o último dia 26 e depois seguir para outro local. Mas, como ninguém se ofereceu para expor as peças, a temporada na Avenida Paulista foi prorrogada por mais um mês. “Não vale a pena desmontar as esculturas se não temos para onde levá-las”, explica Sandro Rodrigues, de 34 anos, presidente da Cooperaacs (33554-5000). “Como o Conjunto Nacional é nosso parceiro e houve uma grande aceitação do público, decidimos deixar as obras lá.”
Ainda sem destino
Sandro conta que algumas empresas já manifestaram interesse no trabalho, mas nada foi definido ainda. “Cobramos apenas o valor do transporte, da montagem e da desmontagem, de acordo com a distância que teremos de cobrir”, diz Sandro. As esculturas estiveram pela primeira vez no Conjunto Nacional em julho de 2005. Depois, a partir de 2006, passaram por Barbacena (MG), Barra Mansa (RJ), Penedo (RJ), Mauá (SP) e Cordeirópolis (SP).
Pesos pesados
Dom Quixote pesa 20 quilos, tem 4,5 metros de altura e foi feito com 2 mil latinhas e 2 mil lacres de refrigerante, além de 30 quilos de papel e sobras de isopor. Sancho Pança pesa a mesma coisa, mas é um pouco mais baixo (3 metros de altura). Leva 4 mil tampinhas de garrafas de cerveja, 10 quilos de retalhos de pano, 120 câmaras de bicicleta, 30 quilos de papel e também sobras de isopor. O cavalo Rocinante é o mais pesado de todos, com seus 120 quilos de sucatas diversas.
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