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Assessoria se atrapalha ao justificar casa não declarada
A assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), apresentou mais duas versões para explicar a omissão na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral da casa - avaliada em R$ 4 milhões - onde o senador mora em Brasília. O caso foi revelado em matéria publicada ontem pelo Estado e JT.
Outra versão - a de “erro técnico” - já havia sido dada na quinta-feira à reportagem, antes do episódio ser revelado. No final, o contador foi responsabilizado. A assessoria alegou “esquecimento” por parte do funcionário, cujo nome não foi revelado, para justificar a ausência da casa na declaração à Justiça Eleitoral, único mecanismo em que o eleitor pode checar o patrimônio de um candidato.
A primeira nota, divulgada ontem à tarde, dizia que, na declaração de 2006 à Justiça Eleitoral, foi usada “mesma lista de bens” fornecida nas eleições de 1998, quando a casa de Brasília não foi incluída.
Logo depois, a assessoria voltou atrás, confrontada com uma contradição. Sarney não apresentou a mesma lista em 1998 e 2006. Seis bens foram incluídos em 2006: um sobrado, quatro terrenos e cotas de um shopping. Surgiu, então, nova nota tratando como mais um “equívoco” a explicação anterior.
Sarney não esclareceu a razão que o levou a lavrar a escritura só em 2008, embora tenha comprado a casa em 1997. Senadores cobraram Sarney. “Trata-se de caso que requer esclarecimento”, diz Eduardo Suplicy (PT-SP). Sarney foi comparado a “um pato manco, que não manda mais no Senado”, pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio. O líder também foi alvo de denúncia publicada em O Globo sobre funcionário, lotado no gabinete do tucano, que fazia pós-graduação em cinema, recebendo salário do Senado, na praia de Ibiza (Espanha).
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