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Rússia ajuda EUA contra o Taleban
Moscou abrirá território para que Washington passe com armas para lutar contra extremistas
Às vésperas da primeira visita do presidente americano Barack Obama à Rússia, o Kremlin concordou em permitir que os EUA utilizem seu território para enviar armas ao Afeganistão. O anúncio - sinal do esforço para a normalização das relações entre os dois países - foi feito em meio à troca de farpas entre Obama e o premiê russo, Vladimir Putin.
O acordo entre Moscou e Washington será anunciado na semana que vem, durante a visita de Obama. A nova rota dará mais opções às forças americanas, que estão mudando o foco de sua estratégia militar do Iraque para o Afeganistão e Paquistão, onde combatem extremistas islâmicos.
Hoje, a Rússia permite apenas que material americano não letal passe por seu território com destino aos soldados no Afeganistão.
Há tempos os EUA e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) buscam encontrar uma rota de suprimentos alternativa para o Afeganistão.
A linha usada para chegar ao país passa pelas áreas tribais do Paquistão e vem sendo alvo de ataques por parte do Taleban.
Outra prioridade da visita de Obama será negociar com o presidente russo, Dmitri Medvedev, um novo tratado para a redução de armas nucleares. A questão do escudo antimíssil que os EUA planejam instalar no Leste Europeu também deve ser discutida no encontro dos dois presidentes.
Ontem, Putin rebateu os comentários feitos por Obama, segundo os quais o premiê tinha “um pé no futuro e outro no passado” e continuava preso à mentalidade da Guerra Fria.
“Estamos firmemente de pé e sempre olhando para o futuro”, rebateu Putin. “Essa é uma característica particular dos russos”, afirmou o premiê.
O Exército dos EUA deu ontem continuidade à ofensiva militar contra o Taleban no sul do Afeganistão, onde os soldados já travam “intensos combates”, segundo o general Larry Nicholson, comandante da operação militar na Província de Helmand.
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