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Sábado, 4 julho de 2009   edições anteriores
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  Honduras rejeita pedido da OEA

Justiça hondurenha se nega a reverter golpe, como pede Organização dos Estados Americanos

A Suprema Corte de Honduras rejeitou o ultimato dado ao novo governo pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para restituir o presidente José Manuel Zelaya. O porta-voz da Corte hondurenha, Danilo Izaguirre, afirmou que o secretário-geral do órgão, José Miguel Insulza, que chegou ao país, pediu ao presidente da Corte que repusesse Zelaya no poder, mas o pedido foi negado.

“Agora, a OEA tem que decidir o que fará”, acrescentou Izaguirre. Na quarta-feira, a organização deu um prazo de 72 horas para que o presidente deposto fosse restituído, caso contrário o país seria expulso da OEA.

Pouco antes da chegada de Insulza, o governo interino já expressava hostilidade. O chanceler de Honduras, Enrique Ortez, disse que se Insulza “vem exigir a restituição do presidente Manuel Zelaya, melhor que não venha”.

Ortez disse que se Honduras for expulsa da OEA por não restituir Zelaya como presidente “nada vai acontecer, já que fizeram isso com Cuba e nada aconteceu. Fidel enfrentou essa situação”.

A primeira parada da viagem de Insulza foi na Suprema Corte de Justiça, onde teve uma reunião com o máximo magistrado de Honduras, Jorge Rivera. Ele também tinha previstos encontros com com líderes sociais e representantes da Igreja Católica.

Antes de partir, Insulza alertou que a comunidade internacional já fez “praticamente tudo o que pode ser feito' pela via da diplomacia, e previu que a missão encontrasse rejeição.

No fim de semana, de acordo com o secretário-geral da OEA, os países-membros do bloco irão analisar sanções. Insulza não deve se reunir com o novo presidente, segundo antecipou o próprio Roberto Micheletti, que manifestou sua predisposição a fazê-lo.

Eleito em 2005, Zelaya foi deposto no dia 28, por um golpe militar, em meio ao veto dos outros poderes a uma consulta popular que ele havia convocado para alterar a Constituição e que, se aprovada, permitiria a reeleição de políticos a cargos públicos.

A Justiça hondurenha alertou que o presidente deposto e expulso será preso se retornar ao país como chefe de Estado.



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