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Só caso grave de gripe terá teste
Para ser grave, paciente precisa apresentar comprometimento pulmonar, por exemplo
Vannildo Mendes e Fabiane Leite
Para ser grave, paciente precisa apresentar comprometimento pulmonar, por exemploSomente pacientes graves ou que possam evoluir com gravidade deverão buscar ajuda nos 68 hospitais de referência para a doença e fazer os testes de diagnóstico para a gripe suína, anunciou ontem o Ministério da Saúde, em mais uma mudança nos protocolos sobre o novo vírus A(H1N1). Também serão testadas amostras em casos de surtos localizados.
Aqueles com suspeita da doença, mas apenas sintomas leves, deverão buscar o serviço de saúde mais próximo, como posto de saúde ou pronto-socorro, e não serão testados, explicou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
A ideia é reservar recursos aos que mais precisam. Nos casos leves, como toda a gripe comum, não é preciso tratamento complexo, só aliviar sintomas. Para ser considerado caso grave, o paciente precisa apresentar comprometimento pulmonar.
A pasta havia anunciado, no dia 26 de junho, que o tratamento com oseltamivir seria limitado a casos graves e pessoas com suspeita da doença da mesma instituição (escola, empresa) de um paciente com infecção confirmada seriam consideradas casos também confirmados.
Segundo o ministro, nos casos brandos, o médico responsável pelo atendimento e triagem dará todas as instruções para o tratamento domiciliar, incluindo o isolamento do infectado.
Três semanas atrás, 6% das vítimas da doença haviam sido infectadas no País. Nesta semana, subiu para 30% a taxa de pessoas que contraíram a doença dentro do País. Apesar do aumento, não há evidência de transmissão continuada (surto ou epidemia).
Ontem, foram confirmados 19 casos novos de gripe suína no Brasil. Ao todo são 756 ocorrências confirmadas da doença, com uma morte.
A infectologista Nancy Bellei, da Universidade Federal de São Paulo, considera que o fim da testagem para todos as ocorrências suspeitas poderá levar a um descontrole sobre o avanço dos casos. O ministério afirma que, sem os exames, o acompanhamento caberá à rede de unidades sentinela, serviços de saúde de todo o País que mesmo antes da nova gripe já tinham a obrigação de coletar semanalmente secreções de pacientes com sintomas de gripe para verificar a evolução do vírus causador da doença. “Mas a rede sentinela não funciona adequadamente”, disse a especialista.
No mundo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) registra quase 90 mil casos da gripe suína em todo o mundo e 382 mortes. Mas alerta: sua base de dados é apenas a ponta do iceberg da disseminação do vírus. “O número real é bem superior”, disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib. Ela destacou que, nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças já fala em 1 milhão de casos no país.
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