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Sábado, 4 julho de 2009   edições anteriores
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  Acesso a funeral será restrito

Velório do rei do pop terá 17,5 mil ingressos para os fãs

Público, mas nem tanto. O funeral do popstar Michael Jackson, que acontecerá na terça-feira, dia 7, no estádio Staples Center, em Los Angeles, será aberto a um número limitado de fãs - 17,5 mil -, sorteados entre todos os que se cadastrarem pela internet (no site www.staplescenter.com) até as 22 horas de hoje. E nem pense em tentar: só quem reside nos Estados Unidos tem direito a participar do sorteio.

Dos 17,5 mil ingressos, 11 mil darão aos ganhadores o direito de assistir ao funeral dentro do Staples Center. Outros 6,5 mil permitirão o acesso ao Nokia Theatre, casa de espetáculo que fica em frente ao estádio e que mostrará o velório em um telão.

Haverá ainda cota para a família e os amigos de Jackson, além da imprensa. Todas as entradas serão distribuídas gratuitamente e quem tentar vendê-las pode se ser denunciado e preso. Panfletos com explicações sobre os tíquetes serão distribuídos nos arredores do Staples Center.

Todos esses detalhes foram divulgados ontem pelo porta-voz da família Jackson, Ken Sunshine, e por Tim Leiweke, diretor-executivo da AEG Live, empresa proprietária do estádio e do Nokia Theatre e também responsável pelos 50 shows que Michael faria em Londres, a partir do dia 13. Foi no Staples que o popstar passou a sua última noite, ensaiando para a turnê This Is It, com cantores, técnicos e bailarinos. Um vídeo dos ensaios, gravado dois dias antes de o cantor morrer, caiu na internet após ser mostrado pela rede de TV CNN.

O ato começará às 10 horas de terça (14 horas no Brasil) e poderá reunir cerca de 50 mil pessoas em torno do ginásio, segundo estima a polícia local. No funeral de Elvis Presley, por exemplo, foram cerca de 30 mil pessoas. Os fãs que conseguirem ingresso para entrar no Staples poderão chegar perto do corpo do cantor, que, segundo informou o site TMZ, estará em um caixão dourado de US$ 25 mil (cerca de R$ 50 mil), do mesmo modelo usado no funeral de James Brown - de bronze, com luz roxa interna e espelhado.

Dois novos álbuns

Além dos 50 shows em Londres, Michael estava preparando dois novos CDs quando morreu, no dia 25 de junho, informou ontem a revista Billboard. Um deles vinha sendo gravado com o compositor Claude Kelly e o astro de R’n’B Akon. “Ele um dia me disse: ‘Meus fãs ainda estão lá fora. Eles ainda me amam. Ainda estão vivos’”, contou Akon à revista.

O cantor também afirmou que o popstar não era displicente com seus três filhos, como a imprensa tem noticiado desde a sua morte. “As crianças eram sua prioridade. Como nunca haviam visto o pai se apresentar ao vivo, Michael queria criar o espetáculo mais incrível para elas.”

O outro álbum estaria sendo feito em parceria com o compositor David Michael Frank, que trabalhou com Jackson em um tributo a Sammy Davis Jr.. “Ele me chamou até sua casa e contou que vinha produzindo um disco instrumental, de música clássica, e me pediu ajuda com a orquestração. Tinha duas demos de peças dele, mas não estavam completas”, contou Frank.



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