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Sábado, 4 julho de 2009   edições anteriores
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  Férias sob vigilância

Estradas de São Paulo têm 229 radares; Equipamentos fixos, móveis, portáteis e de leitura de placas estão distribuídos por 730 pontos nas principais rodovias do Estado

Daniel Gonzales e Marici Capitelli

Distribuídos por 730 pontos de fiscalização nas principais estradas paulistas, 41 radares com leitura automática de placas (LAPs), 56 equipamentos fixos e 62 móveis, além de 70 do tipo ‘pistola’ (de mão), usados por policiais à beira das rodovias, estarão de olho nos motoristas a partir deste primeiro fim de semana das férias de julho. Os equipamentos são revezados por esses pontos. Todos multam excesso de velocidade, e o com LAP também flagra atraso no licenciamento e no IPVA.

Só a presença dos equipamentos, no entanto, não é garantia de segurança nas pistas. O JT percorreu 1.314 km dos 24 mil km da malha rodoviária do Estado e verificou problemas como trechos esburacados, falhas na sinalização e ausência de telefone de socorro.

Segundo as concessionárias das rodovias, os motoristas também devem estar atentos a um problema que levou, neste início de ano, ao aumento no número de atropelamentos em algumas estradas: crianças brincando à beira das vias e pedestres circulando em acostamentos. Essas práticas causaram 1.749 atropelamentos nas estradas em 2008, com 900 mortes.

Na Rodovia Fernão Dias, por exemplo, a concessionária Autopista Fernão Dias registrou, em maio deste ano, seis mortes no trecho entre o km 90 (região de Guarulhos) até Vargem (SP). Em abril, já haviam sido registrados quatro. O recorde mensal anterior era de dezembro de 2008, com três casos. Outra das concessionárias, a ViaOeste, administradora de trechos das Rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, vai organizar operações com a polícia para inibir a presença de crianças na beira da estrada. O problema ocorre principalmente nas regiões urbanas atravessadas pelas rodovias, como Osasco, Barueri e Cotia. Para o especialista em logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, as estradas que cortam grandes municípios já se transformaram em avenidas - a consequência são os congestionamentos diários.

A Rodovia Presidente Dutra, o Sistema Ayrton Sena/Carvalho Pinto e a Anhanguera são exemplos de rodovias cujos acessos requerem muita paciência dos motoristas, já que são utilizadas nos trechos urbanos para acessar bairros da capital, o que causa congestionamento. Fora isso, em geral, as rodovias estaduais não apresentam graves problemas. Na Castelo Branco, as condições são boas inclusive para quem viaja à noite. No Sistema Anhanguera/Bandeirantes, as rodovias são limpas e bem sinalizadas.

Quem vai pegar a Dutra tem de ficar atento se quiser usar os postos de serviços, pois a sinalização é precária. Um exemplo é o serviço de atendimento ao usuário, cujas placas indicativas ficam perto do local onde está o telefone. À noite, não há “olhos de gato” em toda a extensão da via. Na altura do km 187, o asfalto está irregular e com buracos, o que não acontece em outros trechos.

Problemas mesmo vão enfrentar os viajantes das rodovias federais Fernão Dias e Régis Bittencourt. Ambas estão mal cuidadas e oferecem riscos, com pistas estreitas e falta de acostamento, sinalização e telefones de emergência. A concessionária Autopistas Régis Bittencourt e Fernão Dias, que assumiu as rodovias em 2008, diz que está em fase de recuperação das estradas, com obras previstas para durar até o quinto ano da concessão.

Pedágios mais caros

Neste primeiro fim de semana das férias, o motorista já vai encontrar as tarifas de pedágio mais altas - os novos valores já estão em vigor desde o dia 1º de julho. Os pedágios subiram entre 3,64% e 5,19%. O mais caro é o do Sistema Anchieta-Imigrantes, a R$ 17,80 . Para verificar quais os pontos de fiscalização de radares, o motorista deve acessar o site do DER: www.der.sp.gov.br. Já o site da Agência Reguladora de Transportes (Artesp) informa o valor dos pedágios em www.artesp.sp.gov.br.



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