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Reduto do DEM na linha de tiro
Senadores do PMDB e PT ameaçam retaliar o DEM, que comandou em 10 dos últimos 18 anos a primeira secretaria da Casa, e defendem ampla investigação. Responsável pela administração do Senado e negociação de contratos, que vão da seleção de mão de obra terceirizada à negociação com empresas para prestação de serviços, a primeira secretaria é conhecida como “o cofre” da Casa.
“O DEM sai com uma lista contra o Sarney pela porta da frente e com o cofre pela porta de trás”, diz Wellington Salgado (PMDB-MG). “Estão procurando um bode expiatório. Querem dividir a culpa e a responsabilidade”, reage o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). “Estão querendo fugir do desgaste com a decisão de manter apoio a Sarney.”
A Mesa Diretora já detectou irregularidades em 16 contratos - há casos de nepotismo, superfaturamento e pagamentos por serviços nunca prestados. Um dos casos envolve a Aval, empresa de limpeza, cujo contrato “emergencial” tinha valor 98% acima do previsto.
Em discurso de três horas, Aloizio Mercadante (PT-SP) lembrou que o DEM é o responsável pela primeira secretaria desde 2003 - com Romeu Tuma (SP) e Efraim Morais (PI) - até agora, com Heráclito Fortes (DEM-PI).
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