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Um Ronaldo só basta
Mano não está disposto a dirigir um ‘supertime’ em 2010
MARCEL RIZZO, marcel.rizzo@grupoestado.com.br
Porto Alegre - O presidente Andres Sanches sonha com um supertime para disputar a Libertadores de 2010, mas o técnico Mano Menezes já avisou ao presidente: “pirotecnia” demais muitas vezes não dá resultado.
Traduzindo: Mano, que tem acerto de renovação de contrato por mais uma temporada, até o final de 2010, gostaria de trabalhar novamente com um time formado com jogadores não tão badalados - a exceção na atual equipe, claro, é Ronaldo.
“Muitas vezes uma equipe cheia de estrelas não te traz um resultado tão positivo quanto um time bem trabalhado, com jogadores dedicados àquele teu objetivo”, cravou o técnico. “Não estou menosprezando jogadores conhecidos. Só digo que precisamos ter cuidado com as contratações”, ponderou o treinador.
O aviso do treinador tem endereço certo: o novo sonho de consumo de Andres Sanches: Ronaldinho Gaúcho. A quem pergunta ao presidente sobre como faria para tirar o craque do Milan, a resposta está na ponta da língua: “eu não trouxe o Ronaldo?” No Beira-Rio, logo depois de o capitão William levantar a taça de campeão da Copa do Brasil, Sanches confirmou que conversou “algumas vezes” com Assis, irmão e procurador do astro.
Mano sabe, porém, que é bem diferente você ter uma grande estrela no grupo, caso de Ronaldo, que os mais jovens respeitam, do que ter dois egos que provavelmente bateriam de frente. Uma situação é contratar Lucas, outro pretendido, que apesar de ser um jogador com status de estrela é jovem e não roubaria a cena de Ronaldo.
Mudar o que deu certo?
Mano sabe que uma conquista de Libertadores o valorizaria de forma extrema. O objetivo do treinador, a médio prazo, é trabalhar no mercado europeu. E se o time que formou, aproveitando muitos jogadores que estavam encostados em outros clubes, deu certo, por que não repetir a fórmula?
“Montamos um time competitivo, que passa muita segurança. Quando você inicia um torneio, jamais pode imaginar que vai ganhar de forma invicta. E fizemos isso. E quem diria que dentro do Beira-Rio, contra o melhor elenco do Brasil, ganharíamos com tanta propriedade?”, afirmou o treinador.
Para ele, o ideal seria manter 90% deste grupo titular. Mano sabe que perderá André Santos provavelmente, mas já pediu a Sanches que tente manter Elias de todas as formas (leia mais na página 4C).
Dentinho, apesar de toda a badalação à sua volta, é descartável no esquema de Mano. Poderia ser vendido sem nenhum problema porque o técnico acha que consegue um substituto.
Já o meia-atacante Jorge Henrique, por incrível que pareça, não. Mas há um problema: ele te tem contrato até o final do ano que vem e há indícios de que vá sair do Timão.
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